As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 13/10/2020
No livro “Utopia”, do escritor Thomas Moore, é retratado uma sociedade perfeita, na qual o corpo social é ausente de problemas e conflitos. Conquanto, observa-se na atualidade o oposto dito pelo autor, uma vez que a problemática do acolhimento de refugiados é um dos entraves que colaboram para a falta de uma sociedade utópica. Tal circunstância pode ser explicada, principalmente devido a negligência estatal e a xenofobia.
Em primeira instância, é válido ressaltar a importância do Estado no que se refere ao processo de acolhimento desses imigrantes. Consoante ao sociólogo alemão Dahrendorf no livro “A lei e a ordem”, a anomia é uma condição social onde as normas reguladoras do comportamento das pessoas perderam sua validade. De maneira análoga, é notório a intensa negligência estatal, visto que a construção de condutas de proteção à esses refugiados e o repudio a discriminação é falho na sociedade atual.
Ademais, é essencial relacionar os imigrantes com o processo de xenofobia no Brasil, pois muitos indivíduos não respeitam a cultura e o costume de outros países, causando um estranhamento entre si. Assim, de acordo com Pico Della Mirandola, é necessário respeitar as particularidades de cada cidadão, a fim de garantir sua dignidade. Nesse sentido, a promoção de igualdade e respeito pelo próximo sem discriminação pela sua cultura divergente, são maneiras preservar a dignidade de todo o corpo social e alcançar medidas que alterem esse pensamento xenofóbico.
Evidencia-se, portanto, a imprescindibilidade de efetivas mudanças para transformar a realidade contemporânea. Logo, é fulcral que o governo invista em punições severas, como pagamento de multas, para indivíduos que discriminem e realizem atos xenofóbicos com os imigrantes com o intuito de manter a dignidade da sociedade. Outrossim, urge ao governo promover medidas de proteção para esses refugiados, investindo em locais acolhedores e protegidos para que não sofram violência e discriminação.