As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 21/10/2020

No livro autobiográfico ´´O Diário de Anne Frank´´, retrata-se as dificuldades que ela e sua família passaram na segunda guerra mundial por serem judeus, tendo que mudar para países vizinhos por causa da perseguição em busca de condições melhores de vida. Entretanto, mesmo o holocausto ter chegado ao fim, a falta de estrutura local agrava a dificuldade no acolhimento dos refugiados no mundo atual e a marginalização sofrida pelos mesmos ainda persiste. Dessa maneira, em razão do preconceito existente no mundo globalizado, bem como a baixa atuação do estado nesse impasse, emerge problemas sociais graves que precisam ser revertidos.

Convém ressaltar, de início que há muitos refugiados que não são aceitos pela população, fazendo com os mesmos sejam alvo de preconceito e discriminação, pois bem, no artigo 5 da constituição de 1988, garante o direito à vida, à igualdade e à liberdade. Todavia, a prática deturpa a teoria, uma vez que o não existe esses direitos para os novos habitantes, havendo então uma diferença no tratamento entre as pessoas e uma exclusão social permanente, afetando suas vidas pessoais e impedindo o crescimento deles como cidadãos. Sob esse prisma, uma sociedade que não reconhece esse desequilíbrio, colabora com a continuação dessa situação, tal fato certamente evidencia a necessidade de ameniza-la.

Além disso, outro fator relevante é a escassa atuação do Estado na resolução do problema em questão, deixando os imigrantes sem locais apropriados, uma vez que, há uma má estrutura local para os comportarem, fazendo muitos viverem nas ruas em condições precárias, além de não interferirem na xenofobia local. Destarte, em uma sociedade na qual o estado não se faz presente, torna-se ainda mais delicada a situação dessa parte de indivíduos. Segundo o filósofo inglês Thomas Hobbes “em um ambiente onde não existe a presença do Poder Público, o caos é inevitável”. Ademais, torna-se necessário diminuir o caos que essa parcela da sociedade enfrenta: abandono estatal e direitos negligenciados.

Fica evidente, portanto, visando menos divergencia entre os indivíduos, é mister superar os desafios em questão para o acolhimento dos refugiados. Cabe ao Ministério do Desenvolvimento Social, promover por meio de projetos sociais que incluam palestras e trabalhos voluntários em conjunto com os moradores, a fim de desenvolver não só o cooperativismo como também ter um progresso da vida em comunidade diminuindo a desigualdade social e o preconceito, para que tenham os direitos reajustados. Somente assim, com tais medidas, o problema em questão será gradativamente atenuado no Brasil.