As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 04/11/2020

Thomas More, através do livro “Utopia”, narra a realidade de uma ilha fictícia onde não havia qualquer tipo de problema e beirava a perfeição. Hodiernamente, o mundo se encontra díspar a idealização de More, principalmente quanto o árduo acolhimento de refugiados ao redor do globo. Destarte, faz-se necessário analisar tanto a mentalidade individualista, quanto o enraizamento histórica da xenofobia como fatos que cercam esse cenário fatídico.

A princípio, cabe salientar que a população cultiva uma ideia individualista a cerca do viver em sociedade. Essa ideia faz analogia ao pensamento de Zygmunt Bauman, o qual traz á tona acerca da fragilidade dos laços humanos e a priorização do eu em detrimento do bem estar social. Logo, pode-se trazer à luz a reflexão de que o indivíduo não se preocupa com os problemas que não lhe pertencem, sendo de difícil compreensão a chegada de refugiados para seu país.

Outrossim, deve-se considerar que a concepção de supremacia de raça e cultura, vista em diversos períodos históricos, ainda permanece viva na mente da coletividade. A partir dessa conjuntura, compete aferir o Holocausto Nazista, onde era defendido a supremacia ariana e a exterminação de judeus e outras minorias, até hoje essa ideologia continua presente na mente da contemporaneidade. Assim sendo, é necessário compreender que pensamentos arcaicos permanecem vivos na atualidade, culminando em desavenças culturais a partir do desprezo de etnias diferentes.

Urge, portanto, necessidade de mudança nesse cenário nefasto. Para atingir a plenitude nesse âmbito, cabe ao Estado, através da mídia, expor propagandas, televisivas e em rádio, que tratam sobre a importância de uma postura respeitosa diante de refugiados, com o intuito de sensibilizar a população e essa possa ser calorosa com aqueles que precisaram fugir de onde viviam. Quem sabe assim, a coletividade se assemelhe cada vez mais com a proposta de Thomas More.