As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 02/11/2020

Na contemporaneidade, é ascendente o fluxo migratório de pessoas que buscam por refúgio por conta de guerras civis ou crises governamentais, como o caso da Síria e da Venezuela. Por conta disso, pessoas que encontram-se em situações de risco buscam por abrigo em países como o Brasil que possuem política públicas abrangentes ou até mesmo órgãos responsáveis pelo acolhimento desses cidadãos, como o Conselho Nacional para os Refugiados (CONARE). Entretanto, o Brasil, apesar de suas amplas políticas, nem sempre consegue abrigar todos que pedem auxílio, deixando de ajudar pessoas em situações precárias, por conta de problemas econômicos e estruturais.

Em primeira análise, observa-se que o país apresenta grande área territorial, dando espaço a grande aglomeração de pessoas. Em contrapartida têm-se também pouco desenvolvimento em âmbitos governamentais, com uma taxa representativa de 12,4 % de desempregados, no ano de 2019 segundo o jornal Estadão, tornando-se questionável o asseguramento dos direitos básicos, como o direito à saúde, ao trabalho e ao lazer. Dessa forma, o país não consegue assegurar esses direitos básicos, ocasionando em uma quebra de lei quando abrigados essas pessoas.

Embora o Brasil aduza amplos problemas estruturais, é de grande relevância não fechar suas fronteiras como o ocorrido em agosto de 2018, quando foi fechado as fronteiras do país com a Venezuela, país esse que passa por grave crise com o governo Maduro. Uma vez que, esses refugiados estão em situações de perigo, torna-se de alta relevância que países possam solidarizar-se a essas pessoas. Sendo assim, o país não passa a ser indiferente perto de questões humanitárias tão importantes no mundo atual.

Desse modo, torna-se de extrema importância o acolhimento dessas pessoas, que se encontram em situação de perigo, seja por guerra ou por perseguição. Por tanto, torna-se necessário a atuação de Instituições como o ROTARY, que por meio de investimento financeiro a organizações como a CONARE, atue e assegure o indivíduo que esteja pedindo auxílio ao Brasil. Assim, o refugiado passa a ser protegido e inserido na sociedade e o país não se desestabiliza com a entrada desses novos moradores.