As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 09/12/2020

De acordo com a definição, os refugiados são aquelas pessoas que deixam o seu país por conta de guerras e violências presentes no local. Certamente, esses indivíduos estão lutando pela sobrevivência, entretanto, existem vários obstáculos enfrentados por eles, como a política de fronteiras, que inibe a emigração deles, e a falta de um plano de acolhimento mundial.

A princípio, a política de fronteiras é adotada em muitos países, como os Estados Unidos, e é realizada visando a “preservação” de empregos e renda para os cidadãos do país. Porém, essa ação protecionista é bastante prejudicial ao acolhimento de refugiados e retira deles direitos básicos como a segurança e uma vida digna. Logo, a retirada de fronteiras que segregam essas pessoas é algo a se considerar, tendo em vista que fere os direitos humanos.

Ademais, ainda não existiu uma união dos países para lhe dar com o caso dos refugiados. Segundo Zygmunt Bauman, a atualidade é caracterizada pela “liquidez” das relações, o que tem como consequência um distanciamento de sentimentos por parte das pessoas. Nessa perspectiva, o que faz com que não haja um plano de acolhimento para solucionar esse entrave é a fluidez da modernidade, aonde as relações afetivas se encontram mais distantes e, infelizmente, a quantidade de refugiados mortos seja tido apenas como números.

Portanto, para a solução desse tema é fulcral medidas para eliminar fronteiras e criar um plano específico de acolhimento à vidas. Em suma, os países do mundo devem retirar as fronteiras como forma de ajudar na migração dos refugiados e garantir direitos que todo ser humano possui. Além disso, a ONU (Organização das Nações Unidas) deve criar um plano de acolhimento aos refugiados que divida as responsabilidades aos países, dependendo do nível econômico em que se encontram, gerando assim uma melhor distribuição dos refugiados e menor prejuízo aos países e seus respectivos cidadãos.