As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 06/01/2021
Em seus trabalhos, o filósofo francês Pierre Bourdieu, colocou o Estado como sendo o monopólio da violência física e simbólica. Em consonância, urge analisar as migrações e a questão dos refugiados, considerando que o apoio que deveria ser dado a estes últimos, não acontece, além de que as barreiras anti-migratórias existentes em diversos países, devem ser melhor pensadas, a fim de diminuir os problemas que essas duas temáticas carregam.
Sob um primeiro ponto de vista, é despontado no mundo atual, as diversas mazelas políticas e sociais que acontecem em muitos países e que fazem com que muitos dos seus cidadãos acabem por fugir de sua terra natal, em busca de melhores condições de vida e até de sobrevivência. Entretanto, o que acontece de fato é que estes refugiados não são abrigados e apoiados da maneira que deveriam, ficando assim, numa situação deplorável chegando a perder quase que completamente seus direitos naturais, como a saúde, moradia e segurança.
Sob outra ótica, podemos citar como há uma predominância de barreiras, sejam elas físicas ou simbólicas que acabam impedindo e discriminando as ações migratórias. Isso acontece, por conta da exacerbação de ideais nacionalistas e políticas protecionistas -como fez Donald Trump em seu mandato-, que resultam em impedimento de imigrantes, e preconceitos com estrangeiros que chegam no país, em que há a prevalência do etnocentrismo em detrimento da alteridade, conceitos usados pelo sociólogo, Émille Durkheim.
Diante do exposto, é inegável o estabelecimento de intervenções para que mudanças ocorram. Em primeiro plano, deve haver uma confederação de todos os países para que por meio de diálogos e propostas como oferecimento de capital, abrigo e empregos, consigam receber os refugiados, mitigando a situação precária que muitos vivem. Segundamente, os governantes e a sociedade devem ser mais flexíveis e empáticos com os migrantes afim de que o estado não seja repreensivo como pôs Bourdieu