As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 04/02/2021

A crise dos refugiados é uma problemática que aflinge a sociedade desde séculos passados, tendo como uma das maiores a da Segunda Guerra Mundial, em que milhares de judeus fugiram de seus países por risco de morte. Atualmente, o cenário envolvendo  pessoas deslocadas de seus países ainda enfrentam diversos obstáculos em busca de segurança e liberdade. Surge, então, a problemática envolvendo o acolhimento de refugiados que por conta da falta de um suporte efetivo e, principalmente, por descriminações sofridas por , não conseguem se integrar na sociedade.

Em primeira análise, vale salientar que existem alguns movimentos em prol do acolhimento e proteção de refugiados de guerra, principalmente a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), que garantem algumas funções importantes como auxílio social e humanitário. No entanto, com aumento do fluxo forçado de pessoas devido à conflitos, esses programas sociais não conseguem prestar a assistência necessária à esses indivíduos que, por conta de estar em uma nação ‘‘desconhecida’’ com valores culturais e sociais diferentes acaba sofrendo exclusão e, dessa forma, ficando fragilizados perante a sociedade. Em síntese, urge a ampliação de serviços assistenciais e de acolhimento para essa parcela da socidade.

Em segunda análise, observa-se em todo o mundo a retomada da ideologia ultranacionalista - notada com mais intensidade em países europeus como Alemanha e Hungria - que prega a idolatria exacerbada das praticas nacionais e a supervalorização da cultura natal. Em virtude disso, surge práticas de caráter xenofóbicas e preconceitosas sofridas por pessoas de outras nacionalidades que residam nesses países ufanistas. Além disso, verifica-se que muitos refugiados são submetidos a trabalhos análogos à escravidão e mal remunerados, em que donos de pequenos negócios aproveitam da falha de uma legislação rigorosa para promover a exploração. Diante do exposto, necessita-se a adoção de práticas conscientizadoras e de uma legislação mais rigida para que práticas como estas sejam sanadas.

Portanto, é necessario que o Estado promova uma alargamento em medidas sociais por meio de uma adoção de renda mínima para essas pessoas vulneráveis - ação análoga ao Bolsa Família com um tempo determinado entre 1 a 2 anos - para que haja uma maior facilidade desses individuos se integrarem nessa nova sociedade. Ademais, urge que a Escola promovam debates com professores de geopolítica e sociologia com o fito o propósito de instruir os jovens acerca dos acontecimentos mundiais e pelos motivos que essas pessoas precisam de ajuda. Com essas práticas socias e educacionais, os refugiados terão uma vivência mais digna e segura na sociedade.