As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 07/02/2021
Pessoas são essencialmente migrantes. Desde onde a história é registrada temos indicação dos fluxos de deslocamento, as razões mudam, por vezes, são as mesmas. A globalização diminuiu as distâncias, enquanto o imperialismo detrói pra reconstruir, forçando as migrações por necessidade, seja ela de sobrevivência ou a busca por novas oportunidades.
Os aspectos culturais e o idioma são fatores complicadores, apenas estes já promovem o distanciamento dos que recebem os refugiados. Como integrar novos habitantes, movidos em números expressivos, sem que a cultura loval seja apagada? A mera existência desses grupos gera a sensação de ameaça ao estilo de vista já posto.
Para uma cultura ser considerada forte, necessariamente deve ser entendida como dominante, as incursões imperialistas não só promovem imposição cultural, como também uma desqualificação da cultura local. A destruição física do país também é sentida em sua cultura.
A flobalização traz a perspectiva de que as alterações são parte do processo, novos costumes surgem, com eles novas oportunidades da sociedade se tornar uma flúida mistura entre cultura local e global. Desafios práticos como validação de título de nível superior, até acomodação física dos migrantes forçados são questões cruciais, o debate e estudo constante é inadiável, afinal as migrações nuca cessarão.
Há, por fim, que se notar as barreiras culturais, burocráticas (validação de diplomas, empregabilidade dos novos cidadãos) e idiomáticas como vencíveis. Aniquilar as possibilidades de proveito do imperialismo, promover, em larga escala, a conscientização da sociedade sobre a real causa das migrações forçadas e demonstrar as vantagens do acolhimento, promoveria um salto evolutivo em nossa história.