As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 03/02/2021
Os casos de povos refugiados não são recentes no mundo. Talvez a história mais antiga seja a ocorrida com os judeus narrada na bíblia. Hoje, os motivos vão desde guerras, passando por política até crises financeiras e humanitárias, mas o que não muda é o drama vivido pelos refugiados. Receber essas pessoas não é apenas abrir as fontreiras, mas é preciso um programa assistêncial específico e direcionado a cada povo.
Nos últimos anos, o Brasil tem recebido refugiados da guerra na Síria. A maior parte deles buscou o estado de São Paulo para começar uma nova vida. O Estado mais rico do país pode oferecer boas condições de saúde e educação, além de melhor possibilidade de emprego. No entanto, essas pessoas precisariam de um programa de acompanhamento que garantisse a sua real inclusão na sociedade, coisa que nenhum estado brasileiro tem.
Outro grupo de refugiados que o Brasil está recebendo vem da Venezuela. Eles fogem da miséria causada pelo regime Chavista. Em número bem maior que os sírios, eles cruzam a fronteira com o pobre estado de Roraima. No auge da imigração, cerca de mil chegavam por dia. Sem ter condições de absorver tamanha demanda, cidades como Pacaraíma e Boa Vista tiveram um aumento de moradores de ruas, sobrecarga nos hospitais e a volta de doenças praticamente erradicadas como o sarampo. Sem planejamento, a miséria apenas muda de lugar.
Dessa forma, acolher refugiados não se limita a permitir a sua entrada no país seja em pequeno ou grande número. O governo federal precisa apoiar os estados, ricos ou pobres, e criar um programa de assistência que oferença abrigo, alimentação, regularização dos documentos e a distribuição dos refugiados pelo país. Somente dessa maneira esses imigrantes involuntários poderão ser integrados a uma nova sociedade e contribuir de forma efetiva para o crescimento dela.