As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 07/02/2021

A repatriação de refugiados é um dever de toda nação

Segundo a Organização da Nações Unidas - ONU, um refugiado é aquela pessoa que foge do seu país por motivo de conflito ou violêcia. Entre os países que apresentam os maiores índices de fugitivos estão Síria, Haiti, Libano, e Equador, nos anos de 2014 até o ano de 2018, segundo a ONU. Para um refugiado, a fuga de uma zona de conflito pode ser um grande alívio, mas pode ser o início de uma enorme luta, na tentativa de ser incluído em uma nova sociedade.

Segundo estatisticas da ONG Conectas, o primeiro desafio para um imigrante, é a adaptação com a língua local. A dificuldade na comunicação impossibilita que um refugiado possa ser admitido no mercado de trabalho, tornando-se mais um passivo para o país que o acolhe. Para as crianças o prejuízo pode ser ainda maior porque muitas destas ainda estão em fase de alfafetização.

Outro dado apresentado nesta pesquisa é que o segundo maior desafio está na falta de documentação dos refugiados. Documentos básicos como carteira de vacinação, de identificação, ou até de graduação profissional, a maioria dos refugiados não trazem consigo. Isso dificulta ainda mais o processo de reinserção social.

Para muitos líderes de estado, as politicas de acolhimento de refugiados não passam apenas de uma grande despesa. Muitos países fecham as suas portas e os seus olhos para estes acontecimentos e se isentam da sua parcela de responsabilidade, como é o caso do primeiro ministro do Reino Unido, Boris Johnson.

Na tentativa de amenizar as dificuldades no acolhimento de refugiados e diante dos aspectos apresentados, alguns procedimentos devem ser tomados pelas nações que fazem parte da ONU. Os países acolhedores de estrangeiros, devem ter políticas públicas em parceria com ONG´s  e a inicativa privada, na articulação de uma rede de acolhimento dos refugiados. Esta rede deve conter a participação do estado, no fornecimentos de documentos, saúde, alimentação e um espaço físico para estas pessoas. As ONG´s devem participar no contexto social, colhendo informações de cada indívuo no que diz respeito a sua formação profissional e suas habilidades de trabalho e também na construção de uma rede de doações de roupas e mantimentos. A iniciativa privada, deve entrar com a oferta de empregos para que estes repatriados se tornem um ativo, dando mais autonomia a eles, na reinclusão em uma nova sociedade.

É imprescindível que toda nação, faça a sua parte em prol destes desamparados.