As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 08/02/2021

A crise migratória tem índices alarmantes em todo o mundo, isso devido as guerras, falta de alimento, violência, perseguição ou violação dos direitos basilares, dentre eles, a de viver dignamente. No Brasil é notório tal aumento, pois está gerando consequências, no qual, destacam-se: colapso no sistema de saúde nas cidades fronteiriças e um local mais digno para a habitação dos refugiados.

O CONARE (Comitê Nacional de Refugiados) divulgou que a travessia de venezuelanos e haitianos diariamente é de 500 a 700 pessoas no estado de Roraíma, devido a política de fronteiras abertas adotado pelo Brasil, mas, com isso, vários hospitais estão sobreacarregados, atentendo cerca de 600 refugiados ou imigrantes todos os dias, esses dados informado pela Sesau (Secretaria Estadual de Saúde).

Além disso, com a quantidade numerosa de pessoas, os abrigos já estão superlotados levando a muitos invadirem prédios abandonados ou viverem nas ruas. Conforme dados, estima-se que mais de 1.200, principalmente, venezuelanos estão vivendo em prédios abandonados e outros 1.300 em ruas da capital Boa Vista, além de 50% dos leitos hospitalares estarem ocupados e 5 mil dos estudantes a rede estadual de ensino serem filhos deles.

Portanto, a fim de minimizar essa situação degradante e conceder uma vida mais digna, vários deles estão sendo realocados para os estados da Federação com programas de habitação e inserção no mercado de trabalho, através de acordo com empresas parceiras, assim além de melhorar as condições morais e sanitárias passam a integralizar, social e economicamente, o país.