As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 29/03/2021
O jovem palestino Ayham al-Ahmad, disse que como não tinha alimento para dar às pessoas, decidiu fazê-las sorrirem e esquecerem do conflito tocando piano no acampamento para refugiados palestinos perto de Damasco, na Síria. Em seguida teve que fugir para a Alemanha por conta da violência e hoje tenta mostrar ao mundo por meio da música que refugiados não são terroristas. Nessa situação, evidencia-se o sofrimento pelo qual refugiados passam durante a saída de seu país de origem. Além disso, muitos não conseguem condições de vida favoráveis em outros países e muitas vezes são impedidos de entrar. Desse modo, cabe debater sobre a aceitação de refugiados nas nações.
Em primeira análise, segundo as pesquisas feitas pela Organização das Nações Unidas, em 2015, havia 65 milhões de refugiados no mundo e esses números aumentam a cada ano. São pessoas que fogem do país em que residiam por serem vítimas de violência, discriminação, perseguições religiosas, guerras e fome. Assim, procuram uma vida melhor em outros países como os da União Europeia, mas estes dificultam a entrada de refugiados fechando as fronteiras e estabelecendo cotas rígidas. Nessa perspectiva, alguns se estabelecem em acampamentos temporários administrados pela ONU e outros precisam confiar em contrabandistas para atravessar as fronteiras.
Outrossim, de acordo com a ONU, existe apenas 0,04 refugiados em cada mil pessoas no Brasil. Enquanto são 180 para cada mil libaneses. Assim sendo, o Brasil ocupa a 137º posição entre as nações mais generosas. Isso se deve ao fato do país dificultar a entrada de refugiados dando o argumento de que eles podem desequilibrar a economia e ameaçar a cultura do país. E quando os refugiados conseguem entrar ainda são vítimas de xenofobia, medo ou desconfiança em relação aos estrangeiros, pela população pois algumas pessoas acham que a presença deles causará aumento da criminalidade. Por conseguinte, isso acaba dificultando a chance do refugiado ser empregado e reconstituir sua vida. Logo, torna-se fundamental a mudança de comportamento da coletividade. Portanto, é inegável que os refugiados precisam ser acolhidos nos países para que seus direitos de ter uma moradia, saúde e alimentação sejam assegurados. Então é necessário que a ONU faça uma assembleia para que cada país, de acordo com suas condições, fique responsável por uma quantidade de refugiados sem fechamentos de fronteiras e cobrança de cotas. Ademais, os governos devem investir na construção de escolas destinadas ás crianças refugiadas com o acompanhamento de psicólogos a fim de que possam aprender com eficiência. Outro fator fundamental é que o povo, conjunto de pessoas que constitui uma nação, faça campanhas na mídia e manifestações pacíficas para disseminar a ideia de que refugiados não são terroristas e merecem ser tratados como seres humanos, assim como dizia o jovem Ayham al-Ahmad. Dessa forma, haverá justiça, amparo e equidade na sociedade.