As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 01/04/2021

Desde 2011, quando começou a guerra civil na Síria, milhares de pessoas começaram a deixar o país em busca de asilo em outros países vizinhos. Atualmente a maioria dos refugiados vêm de três países: Síria, Afeganistão e Sudão do sul. Segundo a ONU para ser considerado refugiado, o motivo da saída do país tem que ser relacionado a perseguições e guerras. Estes sofrem grandes riscos ao embarcarem em pequenos botes, por caminhos perigosos pelos mares e em embarcações superlotadas, sem os mínimos requisitos de segurança. Segundo a Acnur, a Agência da ONU para Refugiados, estima que no meio de 2020 o número de pessoas obrigadas a deixar suas casas por perseguição, conflito e violações de direitos humanos tenha ultrapassado a marca de 80 milhões.

Em 2015 repercutiu uma foto que chocou o mundo e foi considerada o símbolo da crise dos refugiados. A foto mostra o corpo de um menino sírio de três anos, que foi encontrado na beira do mar, vítima de um naufrágio, enquanto ele e a família tentavam se refugiar no Canadá. Esse acontecimento alertou o mundo sobre as condições precárias das migrações dos refugiados. A Organização Internacional para Migrações, OIM, informou que 20.014 migrantes perderam a vida atravessando o Mediterrâneo, nos últimos seis anos.

Tais problemas não acabam aí, os campos de refugiados estão superlotados, não há saneamento básico, e nem vagas para todos que chegam, o intuito desses lugares é uma ajuda temporária, para que possam ser legalizados dentro do país. A Acnur indica que cerca de 80% dos refugiados vivem nesses campos em situações precárias, sem saneamento básico, e a maioria em países em desenvolvimento nos quais o sistema de saúde é fraco.

Contemporaneamente,no Brasil, não há campos de refugiados, em 2018 o presidente Jair Bolsonaro, cogitou a ideia de serem criados, para receber refugiados venezuelanos, porém o projeto não foi a frente. A ajuda mútua entre os países seria de fundamental importância, para que haja uma maior distribuição deles e também oportunidade de empregos, assim causando menos problemas aos países que têm dificuldades em atender ao grande contingente de refugiados.

No Brasil, Cabe a CONARE (Comitê Nacional para Refugiados), de proporcionar abrigos, e empregos para tais. Há também a questão da xenofobia, muitos brasileiros alegam que os grandes números de refugiados geram um grande desemprego e alteram a cultura local. O que falta na população do mundo todo, é a capacidade de reconhecer que estes precisam de ajuda. Pois, deixaram suas casas para que consigam sobreviver da guerra. Contudo, a lei que está em vigor desde 1997 garante tais direitos, porém faz parte do poder judiciário de garantir que ela seja colocada em prática.