As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 17/04/2021

No mundo, o exemplo mais claro das dificuldades do acolhimento de refugiados evidencia-se no conflito militar, que já ultrapassa os 10 anos, dentro da Síria, que força sua população a migrar para países vizinhos em busca de melhores condições de vida, sendo a União Europeia o principal destino, principalmente à Grécia- a fronteira mais próxima-. Nesse bojo, urge estabelecer uma abordagem sobre o sentimento xenofóbico que dificulta o estabelecimento dos refugiados, bem como as condições subumanas que essa parcela populacional precisa se submeter.

A princípio, tem-se que a xenofobia- sentimento de antipatia por aqueles que vieram de fora do país- é um forte fator que dificulta a vida e o acolhimento dos refugiados. Nesse sentido, prova-se, concretamente, essa afirmação quando tem-se em foco o projeto do ex-presidente Donald Trump em construir um muro militarizado entre Estados Unidos e México no qual enfatizaria os limites entre os países, apresentando, dessa forma, uma forte política xenofóbica e anti-imigração. Assim, o governo é reflexo do perfil popular, ou seja, o Estado que apresenta um caráter xenofóbico remete a uma população com esse mesmo perfil que também impõem barreiras para o desenvolvimento dos imigrantes e refugiados, como dificuldade na busca de emprego, salários mais baixos, “bullying”, entre outros.

Outrossim, nota-se as condições subumanas que os Estados impõem aos refugiados. Prova-se isso, quando tem-se em vista a matéria divulgada pela plataforma online UOL que denuncia as condições precárias que os refugiados da guerra Síria são recebidos Grécia, tais como alojamento feitas de lonas, difícil acesso à educação, precário saneamento básico, e deficientes recursos humanos básicos que, a propósito, é a realidade da maioria dos povos refugiados pelo mundo. Nesse âmbito, fica nítido as dificuldades dos Estados em inserir os imigrantes no sistema dos seus países, fazendo-os ocuparem o pior extrato social, devido à precária organização e disponibilização de recursos que o Estado acolhedor oferece.

Conclui-se, portanto, que medidas são necessárias para manutenção das dificuldades de acolhimento dos refugiados. Sendo assim, cabe a ONU a interferência- de maneira indireta- no modo de pensar da população xenofóbica, de modo a criar e patrocinar debates entre os países mundiais, com o fito de minimizar a aversão ao estrangeiro instalado nas sociedades preconceituosas. Ademais, cabe aos demais países o auxílio e suporte para com os países recebedores de refugiados, por meio de doações e serviços básicos, com a finalidade de que com partilhar de obrigações, as dificuldades no acolhimento dos refugiados sejam minimizados para o país acolhedor.