As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 20/04/2021

Segundo a teoria evolucionista de Charles Darwin, a migração das populações é um fenômeno crucial e importantissímo para o aumento da biodiversidade e para a origem das espécies. Porém, em contraponto com a teoria darwinista, a humanidade dificulta o acolhimento de refugiados, imigrantes que tentam fugir de alguma situação negativa presente em seus países de origem. Essa dificultação do acolhimento de refugiados configura uma realidade perversa, visto que corrobora para a marginalização dessas populações e leva a um aumento de sua discriminação e preconceito, gerando novos conflitos.

Primeiramente, os obstáculos encontrados pelos refugiados no processo de integração à nova sociedade causam sua marginalização. Os nativos, muitas vezes movidos por uma mentalidade nacionalista, negam oportunidades à população que busca uma vida melhor, os forçando a assumir subempregos e a viver em condições insalubres. Essa situação é confirmada pela própria ONU, que já organizou diversas reuniões para discutir atitudes para impedir a formação de favelas criadas pelo aumento do fluxo de refugiados. Assim, percebe-se que o não acolhimento dos imigrantes acaba por os marginalizar.

Além disso, esse quadro é responsável por aumentar o preconceito e a discriminação contra esses povos, ocasionando novos conflitos. Um exemplo é o do povo judeu, que ao ser expulso de Jerusalém pelo Império Romano, se espalhou pela Europa, sendo marginalizados em um primeiro momento. Com o passar dos séculos, um profundo preconceito contra essa população se fixou na mentalidade européia, que culminou na expulsão deles de diversos países, na organização de diversos pogrons e no próprio holocausto. Percebe-se, assim, que o não acolhimento dos povos em necessidade acarreta na expansão do preconceito e da discriminação, criando diversos conflitos horrendos.

Portanto, torna-se evidente a perversidade da falta de apoio recebida pelos povos refugiados, sendo necessária uma resolução para o problema. Essa resolução poderia ser realizada pela ONU e a UNESCO, que, em parceria com os diversos países, incentivaria a criação de leis para ampliar a aparição de diferentes culturas e povos nos meios de comunicação em massa de cada nação, o que aumentaria o intercâmbio cultural. Dessa forma, as populações de cada Estado iriam se acostumar com as diferentes formas de viver e de enxergar o mundo, facilitando o processo de integração e de acolhimento de imigrantes, reduzindo a marginalização e o preconceito que enfrentam.