As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 01/05/2021
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, defende a manutenção do respeito entre os povos de uma mesma nação. No entanto, ao observar as dificuldades que os refugiados enfrentam no atual cenário brasileiro, percebe-se que essa prerrogativa não tem se efetivado uma vez que esse grupo sofre xenofobia e outras tipos de discriminação constantemente. Nesse sentido, pode-se afirmar que o sentimento de superioridade e a base educacional lacunar agravam essa situação.
Convém ressaltar, a princípio, que a sensação de superioridade em relação aos refugiados é um fator determinante na persistência do problema. Conforme a Teoriada Eugenia, cunhada no século XIX e utilizada como base do Nazismo, defende o controle social por meio da seleção de aspectos considerados melhores. De acordo com essa perspectiva, portanto, haveria seres humanos superiores, a depender de suas características. No contexto brasileiro atual, a noção eugênica de superioridade pode ser percebida na questão dos refugiados, cuja base é uma forte discriminação, tornado, assim, ainda mais difícil o acolhimento desses.
Além disso, outra dificuldade enfrentada é a questão da falta de políticas educacionais. Segundo o filósofo Immanuel Kant, o ser humano é resultado da educação que teve. De acordo com essa perspectiva, se há um problema social, há como base uma lacuna educacional. No que tange as dificuldades para acolher os refugiados, percebe-se a forte influência dessa causa, uma vez que a escola não tem cumprido seu papel no sentido de reverter o problema, pois não está trazendo às salas de aula conteúdos que ajam na resolução da questão.
Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Para isso, é imprescindível que as escolas- responsáveis por informar e conscientizar a sociedade- instruam, por meio de aulas com profissionais qualificados, a importância de como se tratar um refugiado e ter empatia por eles. Ademais, essas aulas devem ser abertas ao público para alcançar um número maior de pessoas, a fim de acabar com esse sentimento de superioridade e facilitar o implemento do refugiado na sociedade. Talvez assim seja possível construir um país permeado pela efetivação da Constituição de 48.