As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 10/05/2021
A série “Falcão e o Soldado Invernal”, da “Marvel”, mostra a luta dos “eupátridas”: um grupo que, tendo como princípio a união dos povos, vai contra as regras vigentes para dar assistência aos refugiados. Semelhante a ficção, a geopolítica atual é marcada por um grande número de pessoas que fogem de seus locais de origem em busca de uma vida melhor. No entanto, a xenofobia e as políticas de repressão dos países desenvolvidos dificultam essas migrações e o acolhimento de refugiados. Urge, pois, a primordialidade de pormenorizar as causas e as consequências desse revés.
É importante pontuar, de início, uma análise histórica-social no que tange a origem do preconceito cultural sofrido por muitos povos. Nesse sentido, o Imperialismo, na segunda metade do século XIX, promoveu o enriquecimento das nações europeias por meio da exploração dos recursos africanos. Paralelamente, os Estados Unidos, por meio do lema: “américa para os americanos”, apropria-se da mão de obra e das riquesas méxicanas. Por conseguinte, o cenário contemporâneo é marcado pelo grande fluxo migratório de regiões exploradas em direção aos países desenvolvidos, nos quais o xenofobismo ainda está presente nas relações sociais. Tal problemática representa um grave retrocesso.
Consequentemente, a segregação sócio-espacial é evidente, haja vista que as políticas de repressão das nações impedem os migrantes de cruzarem as fronteiras. Sob esse prisma, o governo Trump e a Europa, por exemplo, em 2020, empenharam-se na construção de muros e no aumento da fiscalização nos seus limites territoriais. Tais ações evidenciam que as grandes potências mundiais, as quais obteram a sua hegemonia por meio da exploração de outros países, contribuem para a marginalização dos refugiados. Nessa perspectiva, segundo a organização médico-humanitária Médicos Sem Fronteiras (MSF), cerca de 10 mil migrantes vivem em condições desumanas na Itália. Observa-se, logo, a necessidade de um recurso capaz de solucionar esse impasse.
Destarte, atenuar os desafios relacionados à dificuldade do acolhimento de refugiados é fundamental. Logo, a Organização das Nações Unidas(ONU), reponsável por defender o respeito aos direitos humanos, por meio de propagandas em sites, aplicativos e canais de TV, deve combater o xenofobismo na sociedade, com o intuito de conter o preconceito causado pela desinformação. Ademais, a ONU, mediante a reuniões e tratados, precisa incentivar os países, sobretudo os mais desenvolvidos, a aconherem os migrantes de forma mais abrangente e controlada e com os recursos necessários, a fim de que eles não sejam marginalizados. Dessa forma, as reivindicações dos “eupátridas” ficarão mais próximas da ficção em comparação a realidade.