As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 01/06/2021

A ditadura militar em 1964 causou grandes alterações na sociedade brasileira, os atos institucionais, políticas que restringiam a liberdade pessoal e o direito de ir e vir, pressionaram a população e reduziram a sua qualidade de vida; portanto, uma alternativa no período foi a imigração para outros países. Na atualidade, habitantes de áreas de guerra civil e de regimes totalitários vivem o mesmo processo, os problemas econômicos que os países que os recebem passam, junto com o preconceito cultural e racial vividos pelos refugiados no novo país, são pontos a serem debatidos e solucionados para que se garanta a qualidade de vida destas.

Em primeira análise, sabe-se que muitos países do mundo passaram por grandes crises econômicas em 2008 e 2016, estas geraram déficit em suas balanças comerciais que têm consequências até os dias atuais como, o desemprego e a fome nos territórios. Nesse sentido, muitos destes que antes recebiam refugiados passam a ter dificuldades econômicas em acolhê-los de forma efetiva e dar-lhes o apoio necessário nesse contexto de imigração forçada.

Ao mesmo tempo em que os países passam por dificuldades econômicas para acolher refugiados, estes também sofrem no processo de imigração. A xenofobia, aversão a estrangeiros, e racismo são problemas vinculados ao processo imigratório; nos EUA dos anos 2021 houveram protestos contra o preconceito à asiáticos no país, “o Asian Lives Matter”, que apoiados pela Organização das Nações Unidas (ONU), luta pelos direitos dos imigrantes e de seus descendentes na América do Norte. Sob esse ponto de vista, a imigração gera a marginalização e preconceito contra os povos estrangeiros, que vivem sem direitos que regem a vida.

Portanto, para que haja o acolhimento efetivo dos refugiados no Brasil é necessário que o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) juntamente com a iniciativa privada insira os refugiados na sociedade, promovendo o trabalho, moradia e educação a estes; a partir da facilitação da obtenção de documentos e o ensino de línguas. Dessa forma, haverá a garantia dos direitos humanos e do cidadão promovido pela ONU.