As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 21/05/2021

De acordo com o filósofo positivista Auguste Comte ‘‘O altruísmo se trata de um conjunto de ações humanas, sejam elas individuais ou coletivas, que predispõem aos seres humanos se dedicarem aos outros’’. No entanto, esse altruísmo não se vive na prática quando se observa a situação degradante dos refugiados presentes no Brasil, e isso ocorre tanto devido ao despreparo governamental quanto pela dificuldade de integração.

Hodiernamente, seria válido crer que, o Brasil, sendo o país que mais acolhe refugiados, investiria para melhorar a situação destes indivíduos, conquanto, tal prerrogativa não se reverbera com ênfase na prática, quando se observa o contexto de irregularidade de suas estadias no país e a falta de inclusão e dificuldade de permanência, o que se comprova através de dados do Ministério da Justiça, em 2017, metade dos estrangeiros refugiados de paises em conflito bélico ou econômico, como Síria e Venezuela, deixaram o país. Sendo assim, essa realidade nefasta não pode continuar a perdurar.

Nesse Interím, integração dessas pessoas é extremamente restrita, devido ao seu idioma, não conseguem, de fato, fazer parte da comunidade, sendo esse, o grande motivo do desemprego destes indivíduos, bem como exploração sexual do trabalho e desqualificação de sua mão de obra. Segundo a Acnur, até 20% não conseguem emprego. Essa situação, é um empecilho para as empresas, e para o país, visto que, em situações adequadas, esses estrangeiros podem contribuir com a economia, desenvolvimento social, promoção de novos saberes e a cultura.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Estado, por intermédio do Ministério dos Direitos Humanos promova a locação e a cidadania desses indivíduos, por meio da criação de rêsidenciais fixos para as familias, bem como a criação de carteira de trabalho para eles, a fim de, que eles se sintam parte da nação. Assim se consolidará uma sociedade mais altruísta e empática, tal como afirma Auguste Comte.