As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 27/05/2021

O mundo vive com a questão dos refugiados há milênios, sejam esses fugidos de guerras ou vítimas de perseguições, como durante a Segunda Guerra Mundial ou na perseguição de muçulmanos na Europa Medieval. Entretanto, nos dias atuais, o problema vai além da fuga e atinge a economia global como um todo, o que também afeta a opinião popular sobre o assunto.

Nas últimas décadas, a sociedade passou por diversos momentos de acolhimento de refugiados, o que demonstra o lado humano de cada país. No entanto, os países receptores dos mais necessitados, entre eles o Brasil, nem sempre dispõem do capital e da logística necessários para tal. Assim, a população imigrante sofre nas ruas e gera desconforto e desconfiança nos cidadãos, além de promover uma tentativa constante de eliminação da cultura do outro, não permitindo uma mescla saudável entre elas.

Ademais, a população nativa não corrobora com todas as decisões do governo em ajudar os indivíduos de fora, muitas vezes pelo medo e, também, pela frieza que as relações interpessoais tomaram hoje em dia, como critica o filósofo Bauman. Indo mais longe, existem diversos grupos extremistas que pregam a superioridade de uma etnia e, por meio das redes sociais, utilizam dos leigos para aumentarem a propagação de sua causa e atrapalhar mais ainda o processo de imigração por desespero.

Diante do exposto, o mundo ainda tem muito a melhorar na questão da ajuda e contenção dos refugiados. Assim, é importante que a ONU, com apoio bélico da OTAN, interfiram, com tropas militares e sanções econômicas, em caso de guerras civis, para que a população sofra o mínimo possível e que não haja necessidade de fuga do território. Desse modo, a problemática do remanejamento de populações será bem menos frequente, o que levará o mundo a um novo estágio de desenvolvimento econômico, focalizando o capital no avanço tecnológico de geração e não de destruição, como nas guerras.