As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 29/05/2021
Durante a Grécia Antiga, gregos eram forçados a sair de suas terras por conta das perseguições de bárbaros, a Diáspora, e assim, expalham a cultura para diversas regiões. No entanto, na atualidade, pessoas são obrigadas a sair de seus países por sobrivência, ao fugir de guerras étnicas, políticas ou sociais. Dessarte, convém analisar como o preconceito e a negligência Estatal, corroboram com o impasse ao acolho de refugiados.
Incialmente, é notável que a mentalidade etnocêntrica de populações, influencia na insuficiência do apoio aos acometidos pela necessidade de refúgio. De acordo com Darcy Ribeiro, sociólogo e antropólogo, a comunidade brasileira é em sua essência etnocêntrica, ou seja, coloca uma étnia como superior a outra, o que leva a adesão de preconceitos. Dessa forma, lê-se como inadmissível que o meio social tenha papel ativo com a problemática, o que marginaliza populações refugiadas não só no Brasil, mas em todo o mundo .
Ademais, o Estado ao não promover mecanismos integradores com a população e os exilados, permite a imobilização de populações em refúrgio na sociedade. Segundo dados do G1, portal do Globo, grande parte dos imigrantes não recebem apoio do poder público, e não conseguem auxílio, emprego ou moradia, o que leva a serem moradores de rua, e assim, marginalizadas. Destarte, infere-se como nociva a compreensão de que em país com uma Constituição Federal tão atualizada, a administração estatal não meça esforços para garantir a inclusão dos refugiados no meio social.
Fica evidente, portanto, a extrema necessidade da intervenção estatal para mitigar a problemática da população em refúrgio. É preciso, então, que a Organização das Nações Unidas (ONU), busque a implementação de páginas na internet, em diferenetes países, que informem de forma clara e objetiva a importância da assistência aos refugiados, por meio de histórias lúdicas, com o intuito de garantir a mobilização de exilados no âmbito social. Assim, haverá um caminho traçado para uma sociedade emancipada, em que ocorra o respeito aos exilados.