As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 31/05/2021

Na obra “Estranhos à nossa porta”, de Zygmunt Bauman, é retratado como essa problemática se tornou a maior crise humanitária do século. O autor aponta a falta de combate ao xenofobismo (de forma efetiva), enraizamento de estereótipos nos países envolvidos e o nacionalismo extremo  como causas principais para a intensificação da crise.

Em primeira análise, pode-se notar que, segundo Bauman, as dificuldades do acolhimento de refugiados se dão por questões históricas, que se consolidam com o tempo, gerando cinismo. Dessarte, é visível que o preconceito é a barreira mais inflexível e que dá forma à aversão vigente. Já o nacionalismo extremista - como foi o caso do governo de Trump nos Eua - apesar de ter sido uma questão de imigrantes ilegais, observou-se um aumento no noticiamento de repúdio e segregação espacial.

Isto posto, constata-se que tais problemas são pertinentes a questões históricas que se assentaram com o tempo, intensificados pela política. No livro “Armas, germes e aço”, de Jared Diamond, é argumentado como o ambiente moldou o futuro dos povos do planeta, e como isso influencia na crise dos refugiados, isto é, as desavenças xenofóbicas se dão por fundamentos fúteis, uma vez que as delimitações dos territórios se dão por razões meramente políticas, tendo em vista que a miscigenação já ocorre há milênios.

Assim sendo, para remediar a situação de repúdio aos refugiados, deve-se elucidar a banalidade do xenofobismo, uma vez compreendido que as fronteiras se dão por razões políticas. Portanto, o Ministério da Educação, em sintonia com o Governo Federal(MEC), deve lançar campanhas para clarificar o problema em questão e incentivar cruzadas virtuais para o combate à xenofobia. Só assim poderá ocorrer o acolhimento e simpatia para com os refugiados apontado por Bauman.