As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 07/06/2021
De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, criada pela ONU em 1948, todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Porém, em decorrência das guerras e dos conflitos, os refugiados, que fogem para tentar sobreviver, nem sempre têm os seus direitos garantidos. E, a dificuldade de serem acolhidos têm se tornado cada vez maior, devido à rara aceitação por parte dos países que deveriam estar recebendo-os e pela prevalência do preconceito em relação à raça, religião, nacionalidade ou posicionamento político desse povo. Fazendo as pessoas se questionarem se algum dia todos os seres humanos terão os seus direitos garantidos e um lugar para chamar de lar, em que se sentem seguros e protegidos.
A Primavera Árabe foi uma onda de manifestações e protestos que ocorreu no Oriente Médio e no norte da África, que teve início em 2010. Um dos acontecimentos na história que mais gerou a fuga de refugiados. Principalmente, pela perseguição política e religiosa. E, pela dificuldade em serem alocados, devido às políticas que não facilitam a aceitação e a entrada deles aos países, eles passam anos vivendo nos campos de refugiados, criados pela ACNUR, agência da ONU que protege e oferece assistência à eles, em vários países ao redor do globo, à espera de finalmente serem aceitos.
Apesar da demora, muitos países acabam recebendo-os, como a Turquia e alguns países europeus. Porém, o preconceito, a xenofobia e o racismo são obstáculos que eles enfrentam diariamente. Como consequência, há a dificuldade em serem inseridos no mercado de trabalho, tornando-os dependentes de ajuda humanitária. E, as crianças, que constituem grande parte dos refugiados, acabam não frequentando as escolas devido à falta de recursos para programas educacionais. Levando esse povo a ser excluído socialmente.
Portanto, a dificuldade do acolhimento de refugiados deixaria de ser um problema que leva à exclusão social, se o governo dos países, que podem acolhê-los, fossem mais receptivos e elaborassem políticas que facilitasse a entrada e a inserção desse povo no mercado de trabalho, se a mídia em conjunto com a ONU divulgassem mais os benefícios da incorporação de refugiados na economia e se as pessoas aceitassem e respeitassem as diferenças desse outro povo em prol da humanidade. Para que assim os refugiados possam encontrar um lugar para chamar de casa e o mundo caminhe, cada vez mais, na direção do bem comum. De modo que tudo que era previsto na Declaração Universal dos Direitos Humanos se torne a nova realidade do século XXI.