As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 07/06/2021

Segundo a Organização das Nações Unidas, a crise dos refugiados é a mais intensa do século. Com efeito, milhares de pessoas são forçadas a deixarem seu país de origem para fugirem de guerras, perseguições religiosas, políticas e raciais. Contudo, ao tentar buscar melhores condições de vida, os refugiados se deparam com jornadas perigosas e o desemprego.

Nesse contexto, a maioria dos países que se encontram em crises humanitárias são aqueles com governos repressivos, corruptos e negligentes as necessidades da população. Acerca dessa lógica, a chamada Primavera Árabe, série de conflitos armados e manifestações populares no Oriente Médio e norte da África, foi contra esse tipo de governo e desencadeou a maior crise mundial dos refugiados. Nesse tocante, além dos riscos da sua própria nação, ao imigragrem, atravessam jornadas pelo mar, rios e desertos, sem nenhuma proteção e suporte para tal, no que resulta em muitos sequestros e mortes.

Sob esse viés, outra dificuldade para o acolhimento dos refugiados em um país estrangeiro é a pouca oportunidade de emprego. Já que, com o objetivo de não afetar a economia, nem aumentar o índice de probreza dos Estados Unidos, foi construído um muro com a fronteira do México. Entetando, quando conseguem passar o muro, os refugiados são separados das suas famílias e  mantidos em campos, que deveriam ser temporários, mas acabam ficando por anos até serem regularizados e obterem direitos governamentais. Contudo, existe a falta de verbas para adaptar os serviços governamentais como hospitais, escolas e construção de moradias para o novo contingente de pessoa. Com isso, muitos passam a viver como clandestinos, sem moradia e suprimentos, resultando na dificuldade do emprego formal e aumentando o trabalho exploratório e infantil.

Portanto, a fim de melhorar o acolhimento dos refugiados, é preciso que a ONU, junto com as suas nações parceiras, criem planos de acolhimentos, de modo que dividam igualmente o número de refugiados para cada nação, mantendo as famílias unidas e abrindo as fronteiras de maneira a diminuir as jornadas perigosas, ainda, realizem planos de integração, disponibilizando cursos gratuitos de línguas e profissionalizantes para os refugiados. Além disso, a criação de um fundo de amparo para os emigrados, onde toda população mundial poderia contribuir para saúde e educação. Ademais, é necessário que os Orgãos Educacionais implementem para os nativos, palestras e debates sobre a crise humanitária e empatia nas escolas, Universidades e meios digitais, assim diminuiria o desemprego e a xenofóbia. Dessa forma, os refugiados conseguiriam viver melhor, livres e exercendo seus direitos e deveres.