As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 05/06/2021

’’ Os centre shopping superlotados, de retirantes refugiados. ’’ Essas foram as palavras grafadas na epígrafe da canção ’’ Diáspora ‘’. Sob autoria da banda Tribalistas, uma obra retrata a volatilidade das questões das mazelas que os refugiados passam ao se encontrar em um país que possui uma sociedade exposta ao caos e ao alheamento. Sem desconsiderar o caráter distópico dessa obra, é nítido que a desinformação é socialmente degradante e, enquanto a superlotação nos centros comerciais foi a causa de tanta barbárie na canção, a intolerância e a ausência de acolhimento associado aos refugiados têm sido um gatilho para o enfraquecimento da sociedade brasileira. A partir desse contexto, para entender as consequências desse empecilho, é imprescindível ir à origem dele.

Com efeito, é evidente que a segregacionista derivada da miscigenação impregnada na sociedade brasileira, conserva-se na coletividade e perpetua a exclusão de classes inferiores. Isso acontece, porque, com base na teoria do filósofo recifense Gilberto Freyre retratada no livro ’’ Casa-Grande & Senzala ‘’, ressaltata aspectos relacionados à miscigenação como um fenômeno natural e, toda solicitação está pedido a passar por essa ação, quais aumentam a subordinação em diversas áreas sociais. Sob essa ótica, embora que o livro constata-se a miscigenação ser um evento natural, uma sociedade moldou-se uma base de intolerância, a qual acredita-se que os expatriados não possui valor algum e, consequentemente, não atribui-se suporte para os emigrantes, o que enfraquece os principais direitos humanos como: À Alimentação; Moradia; Lazer e afins. Desse modo, a mazela para ter-se o apoio necessário aos refugiados tem como origem o preconceito instituído entre a população verde e amarela.

Outrossim, observa-se, que o crescimento de refugiados em países subdesenvolvidos, como o Brasil, está diretamente associado às guerras. Nessa perspectiva, segundo dados divulgados pelo Comitê Nacional para os Refugiados, o Brasil reconheceu, apenas em 2019, um total de 21.515 refugiados, sendo 55% desse total em decorrência de motivos políticos e guerras. Isso persiste, porque não há intervenção nos países que têm um incidente exacerbado de conflitos bélicos que, infelizmente, as pessoas mais pobres são afetadas e, consequentemente, têm que emigrar para outros países que não possuem nenhuma estrutura econômica para se manterem. Dessa forma, em decorrência do pensamento do filósofo Paul Sartre, ‘’ quando os ricos fazem a guerra, são sempre os pobres que morrem’’, é imprescindível que medidas sejam tomadas para reverter a problemática.