As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 16/06/2021

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos direitos à igualdade e bem-estar social. Entretanto, na prática, tal garantia é deturpada, visto que existe dificuldade no acolhimento de refugiados. Desse modo, a inoperância estatal em consonância com a exclusão social são os principais pilares para esses conflitos.

Primeiramente, vale ressaltar uma negligência governamental como impulsionador problemática. Destarte, de acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (doravante ACNUR), 70% dos refugiados não possuem empregos e moradias. Sob esse viés, denota-se que o Estado apresenta-se ausente, pois falta local de acolhimento e trabalhos para receber os emigrantes. Assim, os refugiados vivem com a  mínima dignidade e têm seus direitos negados. Diante dos fatos apresentados, é imprescindível uma ação estatal.

Ademais, vale salientear o desabono social como perpetuador do impasse. Nessa perspectiva, segundo o sociólogo Karl Marx, em sua análise da sociedade, pessoa que apresenta vulnerabilidade social tende a ser excluída e marginalizada pelos demais grupos. Por essa ótica, emigrantes, em especial, de países subdesenvolvidos são alvo de xenofobia, preconceito contra estrangeiros, e são abandonados, pois essas pessoas não elevam a economia. Nesse cenário, faz-se necessária uma mudança de postura dos meios coletivos.

Portanto, com intuito de mitigar as dificuldades do acolhimento de refugiados, urge que o Estado, como principal promotor e garantidor do bem-estar social, disponibilize subsídio para que o Ministério da Educação reverta essa verba em contratação de profissionais que, por meio de palestras e workshops nas escolas ensinam a comunidade sobre a importância de receber os refugiados dando oportunidade de trabalho e moradia. Somente assim, a Declaração Universal dos Direitos Humanos entrará em vigor completo.