As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 16/06/2021

Segundo Zygmunt Bauman, " Estas pessoas que estão vindo agora são refugiados e não são famintos, sem pão ou água. São pessoas que, ontem, tinha orgulho de seus lares, de suas posições na sociedade, que, frequentemente, tinham alto grau de educação e assim por diante. Mas, agora eles são refugiados. E eles vem para cá." Esse pensamento fica dente quando a referência é os refugiados. Sob essa perspectiva, a razão motivadora como as migrações de forma forçada, devem ser mudadas sem morosidade.

Sob esse viés, os refugiados encontram muita dificuldade para se restabelecer em outros locais, além de muitos não conseguirem legalizar sua situação no país, vivendo como apátridas e, às vezes, na clandestinidade. Nesse sentido, conforme no filme Jogos Vorazes, a personagem Katniss protagoniza uma cena na qual é expulsa de um distrito, pelos próprios moradores, por acreditarem que a moça levaria problemas à população pelo fato de ser uma “rebelde”. Sendo assim, deixar seu país de origem, cultura, casa, trabalho, amigos e familiares é uma situação por si, capaz de gerar sofrimento mental e prejuízos à saúde psicológica.

Ademais, o deslocamento forçado afeta mais de 1% da humanidade (uma a cada 97 pessoas), sendo que um número cada vez menor de pessoas forçadas a fugir consegue voltar para suas casas. Até o fim de 2019, 79,5 milhões de pessoas em todo o mundo foram forçadas a deixar suas casas, segundo dados da ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados). Diante disso, conflitos, guerra civil, quebra dos direitos humanos e perseguição são alguns motivos pelo qual o número de refugiados tem crescido em todo mundo.

Infere-se, portanto, o governo deve criar programas de apoio aos refugiados. Dessa forma, governo deve estabelecer políticas públicas efetivas que previnam o problema, do difícil acesso a legalizar a sua situação ao país. Com o auxílio do CONARE - Comitê Nacional para Refugiados, deverá disponibilizar o acesso a aulas de português, inglês, francês e espanhol, e ter planos de acesso a doações e empregos para os migrantes. Assim, as migrações de forma forçada não será uma realidade aplicada na sociedade.