As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 18/06/2021

A Venezuela vive instabilidades no governo desde 2013, e desde então muitos refugiados se instalaram em Roraima, deixando o estado sobrecarregado, o que gerou controvérsias no Brasil a respeito do assunto. Sob esse viés, situações como essa acontecem a todo momento no mundo devido à dificuldade de manter essas pessoas no local. Nesse tocante, a problemática se dá pelas condições dos campos de refugiados e pela explosão demográfica que afeta o país acolhedor.

No contexto da primavera árabe, em 2011 se iniciou uma guerra civil na Síria que se perpetua até os dias atuais. Sob essa ótica, dados de 2016 apresentados pela ONU apontam que três quartos da população síria necessitavam de ajuda humanitária. Por conseguinte, milhões de sírios viraram refugiados e se concentraram em campos localizados em países árabes como a Jordânia, campos esses que possuem estrutura precária e com poucas condições sanitárias. Assim, os habitantes desses assentamentos estão expostos a uma terrível degradação psicológica e social, uma vez que muitas vezes eles não são bem-vindos nos novos lugares onde o acampamento é montado.

Outrossim, o acolhimento dos refugiados causa uma explosão demográfica no país devido ao grande número de pessoas adentrando no território. Logo, o aumento elevado e repentino da população gera transtornos como o crescimento da criminalidade, a falta de emprego e a ausência de infraestrutura para receber esses indivíduos, comprometendo o acesso à saúde, ao saneamento, à segurança e à educação. Assim sendo, a saída desse grupo perseguido de seu local de origem gera diversos problemas ao país de destino e sua população.

Dessa forma, relacionando a realidade mundial com o ativista Mahatma Gandhi, que afirmou que “temos de nos tornar a mudança que queremos ver”, percebe-se a necessidade de um olhar mais atencioso em relação ao tema. Diante disso, cabe à Organização das Nações Unidas, uma vez que é responsável por solucionar crises nas nações em um âmbito internacional, ajudar os países por meio de um auxílio econômico e estrutural para receber os refugiados. Dessa maneira será possível reduzir os impactos do refúgio para os governos e para essa população.