As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 20/06/2021
Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, documento mais importante internacionalmente, existe o dever em sua vanguarda jurídica de garantir a todos os cidadãos uma vivência digna. No entanto, verifica-se uma lacuna nos direitos dos refugiados, que tem como origem a exclusão dessa parcela na sociedade. Assim, não só a rejeição por parte da população, como também a negligência governamental aprofunda esse problema.
Os Fatos Sociais, contribuição do sociólogo francês Émile Durkheim, exemplifica muito bem essa discriminação estrutural que esses refugiados estão ocorrendo, na qual deixa de existir uma empatia para esses povos que saíram de seus países por guerras, fome, insegurança e desemprego e ainda passam por situações xenofóbicas, influenciadas por essa coercitividade repressora, comprometendo ainda mais a qualidade de vida dessas pessoas tão vulneráveis.
Além disso, é fundamental apontar a negligência governamental dos países que recebem esses emigrados, e por muitas vezes, não possuem nenhuma política de inclusão e acabam por abandonar essas pessoas à sua própria sorte, dificultando ainda mais o processo de ressocialização e impedindo uma vida justa . Diante de tal exposto, é notório a necessidade de medidas a fim de reverter tal contexto degradante.
Cabe, portanto, a ONU (Organização das Nações Unidas) incentivar os países anfitriões a um melhor acolhimento desses refugiados, bem como essas próprias nações ministrarem um plano de ação eficiente, por meio da criação de postos de trabalhos remunerados e uma base educacional forte, dado que boa parcela desses indivíduos são crianças. Ademais, não fica a cargo somente dos governos preencherem essa lacuna, cabendo também à população desses países receptores uma conscientização acerca desse assunto tão delicado, que pode ser dado por palestras informativas em escolas e mídias sociais. Dessa forma, cumpri-se o papel dos Direitos Humanos, em garantir uma vida digna a todos os refugiados.