As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 22/06/2021
Por definição da ONU, refugiados são aqueles que migram de seus países de origem em função de alguma crise, conflito, perseguição e/ou violação de seus direitos humanos. Entretanto, tal ato não é visto com bons olhos por outros povos, especialmente aqueles que residem nos países que abrigam esses imigrantes. Sob esse prisma, encontram-se dificuldades em acolher esse grupo, principalmente em função da xenofobia e do populismo.
Em primeira análise, a aversão a estrangeiros é um dos principais obstáculos para a recepção de emigrados. Ao passo disso, a Declaração de Direitos Humanos estipula a migração como um direito humano inerente a todo ser. Todavia, nos países da Europa, os quais recebem maior número de refugiados, a manifestação desse preconceito não é alvo de punição, pelo contrário, é encorajada, sobretudo entre os nacionalistas. Dessa forma, o nacionalismo exacerbado contribui para a normalização da xenofobia nos países de acolhimento.
Outrossim, a ascensão de partidos populistas nos países de recepção sinaliza um notável impasse para o cumprimento da missão. Nesse contexto, uma das causas do Brexit, saída do Reino Unido da União Europeia, foi a insatisfação da maioria da população com a política do bloco de recepção de apátridas. Em função disso, foram eleitos políticos que tinham como metas em sua campanha, o fechamento de fronteiras e a diminuição de imigrantes autorizados. Assim, a ascendência de ideais de cunho nacionalista e populista dificulta a recepção plena de outros povos.
Em suma, o acolhimento pleno de imigrantes marginalizados é impedido pelos ideais preconceituosos e de oposição à sua admissão. Nesse contexto, faz-se necessário que o ACNUR, Agência da ONU para refugiados, fortaleça a resposta internacional em relação ao tema por meio de um Pacto Global a ser proposto a todos os países-membros de modo a ampliar a participação mundial essa situação, não limitando-a somente a países pontuais como ocorre atualmente.