As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 24/06/2021

Em 1964, o Brasil passou por uma ditadura militar, que foi responsável pela perseguição e assasinato de centenas de pessoas, sendo assim, muitos brasileiros tiveram que fugir do país para garantir sua sobrevivência. Entretanto, no cénario internacional atual, esse tipo de evento ainda existe, com guerras ao longo do globo, a fuga em massa ocorre, pórem existem diversas dificuldades no acolhimento dos refugiados. Assim, devido à estigmatização por parte dos nativos com os imigrantes e o estado vulnerável que eles se encontram, a recepção se torna uma problemática.

A princípio, é imperioso destacar que o preconceito é uma barreira que ainda persiste e dificulta a vida dos estraigeiros. Sob tal ótica, a filósofa Hannah Arendt coloca o preconceito, bem como outros tipos de maldades, como algo que é banalizado pela sociedade ao longo dos anos, em virtude da persistência e normalização desses atos. Dessa forma, com o contínuo desprezo, a imagem do refugiado inferiorizada e deteriorada, o que dificulta as atividades para com esse coletivo, o qual se encontra em uma situação de extrema necessidade.

Ademais, muitos desses estrangeiros estão em fuga de uma guerra ou governo totalitário, sendo assim, milhares deles passaram por perdas e momentos abalantes. Logo, podem se encontrar em um estado físico ou mental debilitado, o que ocasiona no desemprego e pobreza dessas populações, que em muitos casos não recebem o auxílio necessário. Em paralelo a isso, uma pesquisa do IBGE afirma que setenta porcento dos moradores de rua da cidade de São Paulo são imigrantes. Logo, isso comprova que  por estarem dessampados eles recorrem a ultima opção, a moradia nas ruas.

Por fim, cabe ao Estado tomar atitudes para acabar com a problematica vigente no Brasil. Nesse tocante, será realizado um projeto social por parte do Governo Federal em parceria com MEC, ele se responsabilizará pela inclusão dos refugiados na sociedade, por meio da educação e especialização profissinal. Com isso, desde o aprendizado básico até cursos de profissionalização, ira torna-los capazes de trabalhar e empreender, assim, diminuirá o números de refugiados em situação de necessidade, proporcinando o aumento da quantidade de pessoas que o país podera ajudar. Além disso, será obrigatório a temática dos refugiados nas escolas do Brasil, dessa forma, o MEC incluirá a tema nas aulas de sociologia, que abortaram a complexidade e importância do assunto. Nessa ótica, o país formará uma geração menos preconceituosa, como a desejada por Hannah e dará aos refugiados a possibilidade ter uma vida de qualidade, acabando com a dificuldade no acolhimento deles.