As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 23/06/2021

A segunda guerra mundial foi um propulsor para o caso dos refugiados em todo o mundo, visto que a notável perseguição e a violência explícita fizeram com que grande parte da população global se visse na condição de deixar sua terra natal em busca de segurança. Contudo, o passar dos anos só agravou a situação, levando a humanidade ao período atual, em que a desorganização governamental em estruturar um plano eficaz para dar condições mínimas e inserir o indivíduo na sociedade são negligenciadas, permitindo uma crescente onda de xenofobia tomar proporções alarmantes.

Primeiramente, faz-se necessário definir o substantivo “refugiado” que, de acordo com a ONU, é entendido como “alguém que está fora do seu país de nacionalidade e incapacitado de retornar ao seu país de origem por causa dos medos e justificativas de ser perseguido”, todavia, só são classificados como tal os indivíduos que saírem de locais que estão em constante guerra e violência. Consoante ao mencionado, as Nações Unidas fundaram a ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados), com o intuito de oferecer apoio e proteção a esse grupo, entretanto, a infraestrutura precária, as dificuldades na instalação e o aumento dexacerbado de pessoas desfavorecem as ações tomadas pelo órgão, uma vez que não há o devido auxílio e preparação para uma tarefa dessa magnitude, deixando milhares de vidas à mercê de um sistema falho e inconstante.

Ademais, vale ressaltar os trabalhos realizados nos campos dos refugiados, que são estruturas temporárias que oferecem abrigo a curto prazo, até que os habitantes possam voltar para a casa ou se instalar em outro país. No entanto, essas instalações estão em processo de superlotação, já que, segundo a própria ONU, apenas em 2020 houveram 80 milhões de refugiados, concretizando a teoria de que as medidas tomadas pelo governo até o presente momento, se mostram inválidas. Um grande exemplo para analisar o assunto é o livro “O caçador de pipas”, que relata a história de Amir, um afegão que foge da guerra junto com seu pai. O enredo aborda a trajetória do Afeganistão até os EUA, mostrando as dificuldades vivenciadas, envolvendo o tráfico de crianças, humilhação, xenofobia, abuso sexual e as complexidades para se estabelecer no novo país, criticando a ineficácia do sistema.

Portanto, a ONU deve realizar uma intervenção, usando o ACNUR para promover pesquisas que desenvolvam um projeto, contendo em sua elaboração meios de facilitar a inserção dos indivíduos na sociedade e levá-los de maneira segura até os campos, que deverão ser reestruturados, aumentando as instalações e adquirindo um maior auxílio médico e educacional, para que o período de transição seja seguro e humanizado, oferecendo educação as crianças e uma qualidade de vida mínima a todos, com o intuito de levar os refugiados ao destino final de forma eficiente, reduzindo cada vez mais essa parcela.