As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 24/06/2021
Ao longo dos séculos, milhões de refugiados, por motivos que variam desde perseguições de caráter religioso até violentos conflitos armados, tentaram recomeçar as suas vidas em locais completamente diferentes daqueles de origem, como são os casos atuais dos haitianos e venezuelanos no Brasil. Relacionado a esse tema, encontra-se um problema quanto ao mesmo: as dificuldades de acolhimento dessas pessoas nos mais diversos países. Tal entrave tem como causas o ultranacionalismo presente em diversas nações e o complicado aparelhamento burocrático destas. Primeiramente, movimentos tais quais os xenofóbicos e os racistas, ambos em voga atualmente, só agravam a referida problemática. Assim é o caso de centenas de milhares de indivíduos, de origem, em sua maioria, asiática e africana, os quais arriscam as suas vidas na perigosa travessia pelo Mediterrâneo com destino à Europa e que, se chegarem, têm de sofrer com as injúrias de grupos radicais, interferindo-se, pois, na acomodação deles nas suas novas localizações. Isso se dá, na medida que parte da população mundial tem aversão ao que é “de fora” (muito ligado a uma pseudociência de superioridade étnica), mostrando-se, dessa forma, a continuação de estereótipos sem base científica. Em segundo plano, a estrutura legal de admissão desses “sem-terra” se constitui como outro grande malefício. Um exemplo disso se refere ainda à questão venezuelana em território brasileiro, que, com a formação do novo governo, teve a proibição em grande medida da entrada de seu povo e a deportação em mesmo grau deste, exteriorizando-se, logo, a política de “portas fechadas” de vários Estados ao redor do globo e a consequente falta de cobertura assistencial para com os refugiados. O motivo disso está interligado, principalmente, aos futuros custos que estes venham a dar, repetindo-se, então, a velha “moda” de que o mais valioso é o dinheiro em detrimento da vida humana. Portanto, precisa-se coibir as conjunturas de extrema-direita e as barreiras administrativas abordadas. Destarte, os líderes governamentais devem, por meio da intervenção da ONU (Organização das Nações Unidas), aumentar a gravidade de crimes do tipo, em geral, “anti-imigrante” e promover uma reformulação em suas leis de aceitação de asilo. Visa-se, consequentemente, uma melhor convivência dos que já estão dentro das fronteiras e agilizar a entrada daqueles que estão fora. Por conseguinte, dar-se-á uma equidade de vivência digna a todos os habitantes do mundo.