As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 26/06/2021

A guerra civil que vem ocorrendo na Síria desde 2011, proporcionou para o país o maior número de refugiados do mundo, de acordo com a Agência da Organização das Nações Unidas – ACNUR. Nesse contexto, é indubitável que, os emigrados, em razão desse e outros conflitos, se veem obrigados a tentar procurar outro lugar para subsistência, mesmo que não sejam bem recebidos em tais locais. Diante de tal perspectiva, é necessário analisar as fontes provenientes da negligência social que impulsionam essa conjuntura.

A priori, é válido destacar que, a mentalidade exclusivista caracterizada pelo desprezo aos diferentes, por parte de inúmeros cidadãos, acarreta em uma maior dificuldade de acolhimento dos refugiados. Segundo o filósofo e sociólogo Émile Durkheim, existe um fator social chamado anomia, que consiste no sentimento de falta de objetivos, ausência de vínculos sociais e de interação. Hodiernamente, os refugiados tendem a possuir essa anomia, devido serem menosprezados pela sociedade ao tentarem adentrar um território diferente do seu. Por se terem medo de terem que disputar as oportunidades de emprego, ou o fato dessas pessoas desfrutarem dos recursos e infraestrutura no país sem contribuir em nada, muitos desenvolvem aversão a essa prática. Por causa desse descuidado prejulgamento, a comunidade se esquece dos motivos nobres dessa fuga e influenciam na dificultação no refúgio deles.

Outrossim, é nítido que, a falta de atitudes governamentais ou falta de políticas públicas perante os refugiados, também favorecem esse quadro. Como dito por Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. Sob tal ótica, nota-se que, essa não é a realidade mundial, tendo em vista que diversas nações fecham as suas fronteiras aos exilados, muitas das vezes por ignorância ou motivos políticos. Países esses, que dispõem da plena capacidade de conceder uma vida digna para muitos refugiados e não o fazem, afastando-se da realidade proposta por Aristóteles. Dessa forma, é de suma importância alterações nas condutas governamentais a fim de que, assim, essa situação deveras problemática diminua ou até mesmo se dissipe.

É imprescindível, portanto, transformações que proporcionem um melhor auxílio acerca dessas pessoas em situação de fragilidade. Cabe ao Papa, figura de paz e grande importância mundial, realizar um grande discurso, que será transmitido ao redor do mundo, falando sobre a importância da fraternidade e respeito com relação a todos os indivíduos. Para que, por conseguinte, altere o pensamento egoísta dos povos e melhore a qualidade de vida de quem está fugindo. Do mesmo modo, cabe ao Governo, maior autoridade de um país, propor reformas na lei, instituindo que se possível, é mister aceitar refugiados em seus país. E destarte, diminua a porcentagem de expatriados pelo planeta.