As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 29/06/2021
No livro " A outra face", da escritora canadense Deborah Ellis, a garota de 10 anos Parvana e sua família abandonam o seu país, Afeganistão, por conta da guerra civil e perseguição política, temendo pela própria vida. Assim como a protagonista, muitos habitantes de outras nacionalidades passam pelo mesmo problema e são obrigados a se refugiarem em outros países, onde enfrentam o desafio do acolhimento. Isso porque a maioria dos lugares para onde vão não os ampara, demonstrando xenofobia e insensibilidade, prejudicando seus empregos. Dessa forma, é preciso que as sociedades repensem seus papéis sociais, para que possam apoiar os que precisam urgentemente de ajuda.
Nesse contexto, a maioria dos refugiados que se deslocam por questões políticas ou religiosas são árabes ou provenientes de países mais pobres. Assim, quase sempre eles são mal recebidos por terem a sua imagem atrelada a um subdesenvolvimento cultural ou econômico, pois acredita-se que eles não vão contribuir para o crescimento do país. De acordo com Zygmunt Bauman, os refugiados são pessoas que, ontem, tinham orgulho de seus lares, de suas posições na sociedade, que, frequentemente, tinham um alto grau de educação. Porém, os imigrantes têm o objetivo de começar uma vida nova, assim na visão dos nativos acaba gerando uma certa impressão de que são desinformados e vieram de condições precárias.
Paralelamente a essa xenofobia e insensibilidade, os moradores de um país acreditam que os refugiados irão ocupar cargos e roubar seus empregos. De acordo com o site G1, data-se que em 10 anos houve um aumento de 96,2 mil estrangeiros empregados no Brasil, totalizando 147,7 mil. Desse modo, os cidadãos brasileiros sentem-se excluídos pelo fato de o país estar em uma crise de desemprego e contratarem estrangeiros, porém, nada mais é que meritocracia. Isso gera preconceito com os imigrantes e cria-se uma pressão interna da própria sociedade, dificultando assim o acolhimento dos refugiados.
Em suma, percebemos que na maioria das vezes os refugiados não são muito bem vindos nos países em que buscam abrigo. Entretanto, a criação de ONGs (Organizações Não Governamentais) para o acolhimento ajudaria-os imensamente. Para a realização do projeto, deve-se reunir voluntários que ficam comovidos com esse assunto, para poder criar um local onde possam lecionar para os refugiados a língua do país, bem como ajudá-los a conquistar vagas de emprego e moradia. Assim, ajudando-os de certo modo a adaptação do país.