As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 01/07/2021

Conforme a perspectiva da socióloga Hannah Arendt, ‘‘quem habita este planeta não é o homem, mas os homens. A pluralidade é a lei da terra’’. Dessa forma, a situação de refugiados e imigrantes,  seguindo a essa óptica, não se relaciona à apenas uma questão regional de determinada nacionalidade mas de uma causa humanitaria. Todavia, por conta de uma emergente ética xenofóbica na sociedade somado à obsoleta preparação governamental para o recebimento e inserção do refugiados na conjuntura, acaba por dificultar o acolhimento dos tais no Brasil.

Em primeira analise, segundo o cientista fisico Albert Einstein, ‘‘é mais dificil desintregar um átomo do que um preconceito’’, isto é, a intolerância é um fator enraizado na conjuntura, e isso impacta o acolhimento aos refugiados no país. Nesse contexto, a cultura descriminatória fundamentada na ética xenofóbica  acaba por embargar o processo de inserção do indiviuo no país, posto que segundo esse entendimento o refugiado é um objeto de diluição da cultura do país em que ele solicita a tútela, e este é um dos fatores que potencializam a dificuldade de se ter um acolhimento aos refugiados de forma humanizada no Brasil.

Além disso, segundo a assistente social do Centro de Apoio Pastoral do Migrante(CAMI), Carla Aquilla, apesar de haver políticas do Estado em relação aos refugiados no Brasil, há um abismo entre a lei e a pratica da lei no país. Dessa forma, deve-se ressaltar que torna-se viavel compreender que a ineficácia das politicas públicas no que tange a inserção dos refugiados na sociedade e no mercado de trabalho do Brasil acaba por potencializar o estágio de pobreza e desigualdade social no país.  O que dificulta consideravelmente o acolhimento e a progressão de vida nos limites dos direitos humanos da Organização das Nações Unidas(ONU) em relação aos refugiados no país.

Diante dessas considerações, o Governo Federal por meio do Ministerio da Educação deve inserir cartilhas educativas de combate ao preconceito e dissimulaçao ética na sociedade, através de campanhas educacionais no meio público e privado de ensino, tanto no nivel básico quanto no superior ,mediante á palestras e sinônimos, para garantir a instrução cognitiva e a progressão da empatia na sociedade. Em segmento, o Ministerio da Mulher, da Familia e dos Direitos Humanos aliado ao Ministerio da Infraestrutura devem criar zonas de acolhimento aos refugiados, que estejam de acordo com as necessidades humanas básicas e flexibilizar o acesso a esses locais, e fornecer subsidios fiscais para o trato privado e Organizações que venham a investir nesses ambientes, com a finalidade de acolher devidamente os refugiados da forma que prevê a ONU sem necessitar de consideraveis gastos públicos.