As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 01/07/2021
No livro “Estado de Exceção”, de Giorgio Agamben, é retratada a situação problemática em que os refugiados ao redor do mundo encontram-se. Nesse sentido, o autor revela a falta de garantia dos direitos básicos a essas pessoas pelo país que deixaram e pelo país que adotaram como moradia. Estando, dessa forma, desprotegidas e vulneráveis a qualquer discriminação ou moléstia.
Em primeiro lugar, é importante destacar como os refugiados são segregados da sociedade e rotulados como perigosos. Desde de 2015, uma animosidade em relação aos refugiados começou a crescer em países como, por exemplo, a Alemanha. O descontentamento foi expresso em meio a manifestações contra a entrada de refugiados sírios no país sob alegações como o perigo que tal movimentação ofereceria a segurança dos cidadãos nativos. Assim, fica claro a marginalização desses povos, implicando em diversas consequências como a não aceitação e exposição a assédios diversos.
Ademais, a falta de segurança e infraestrutura dedicada aos refugiados, que muitas das vezes acabam morando por décadas em abrigos provisórios pela carência de planos de integração, deve ser lembrada. No norte da França, por exemplo, tem-se um acampamento improvisado chamado Abrigo de Calais, que posteriormente foi apelidado como “Selva de Calais” justamente pela situação precária em que os refugiados viviam: em meio a lama, sem proteção contra o clima e doenças que circulavam na área. Logo, a situação evidencia a escassez de projetos focados em proporcionar uma vida digna aos mesmos.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para acolher os refugiados, urge que o legislativo de cada país implemente, por meio de campanhas humanitárias e fundos governamentais, um programa de acolhimento e integração. O programa também deve garantir a segurança desses indivíduos. Somente assim, será possível garantir a inclusão dos refugiados na sociedade.