As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 06/07/2021

O livro “O Cidadão de Papel”, de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar as mazelas sociais que afligem o Brasil contemporâneo. Nessa perspectiva, é necessário entender que as adversidades em acolher refugiados no país afetam uma grande parcela da população. Assim, seja pela negligência governamental, seja pela xenofobia presente na sociedade, o problema exige uma reflexão urgente.

Convém salientar, de início, que o governo se omite frente ao agravamento da situação quando se trata em realizar políticas públicas eficazes para acolher refugiados. Desse modo, é necessário colocar como principal meta governamental, a segurança e bem estar do cidadão, independente da cor da pele, nacionalidade ou etnia, pois na verdade, de acordo com notícias no site oficial do G1, a realidade das condições de vida dos chamados refugiados (indivíduos que são obrigados a sair de seus países de origem devido à guerras e conflitos internos) são deploráveis, pois a maioria vive nas ruas sem alimentação, sem acesso a remédios, educação etc. Logo, é possível destacar a situação miserável em que tais indivíduos vivem, e por isso, é substancial a mudança desse quadro.

Ademais, é necessário destacar que o sentimento de xenofobia se caracteriza pelo preconceito em relação às pessoas de outras etnias e culturas que habitam determianada região que não é de origem. Nesse âmbito, quando se diz em acolher pessoas estrangeiras que necessitam de ajuda, várias pessoas chamadas “xenofóbicas” se tornam negligentes para com tal situação, pois os refugiados se tornam vítimas de violência, de assassinato, xingamentos etc, e assim, ficam excluídos da sociedade e sobrevivem com o mínimo abaixo da linha da pobreza. Sendo assim, é inaceitável que essa situação se perpetue na sociedade contemporânea.

Depreende-se, portanto, que são necessárias medidas capazes de mitigar o problema. Para tanto, é imperiosa uma ação do governo junto ao CONARE (Comitê Nacional para Refufiados), que devem, por meio de políticas eficientes, promover medidas voltadas ao acolhimento de refugiados, criando ginásios em várias cidades que distribuam alimentos, produtos de higiene pessoal, além de auxílios emergenciais suficentes para suprir a necessidade de todos, a fim de proporcionar um mundo em que todos possam viver bem, e assim, usufruir de seus direitos.