As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 02/07/2021
Sob a perspectiva filosófica de São Tomás de Aquino, todos os indivíduos que fazem parte de uma sociedade democrática possuem a mesma importância, bem como os mesmo direitos e deveres. Entretanto, é perceptível que refugiados não usufruem dos seus direitos como humanos, visto que a qualidade em que são recebidos é lastimável. Nesse sentido, no que tange a questão do acolhimento de exilados, percebe-se a configuração de um grave problema, em virtude da dificuldade de regularização migratória e do preconceito dos cidadãos locais.
Dessa forma, em primeira análise, cabe avaliar que as divergências em estabelecer documentos de imigrantes é um desafio presente no problema. Na série americana Grey´s Anatomy, a médica Izzie Stevens atende uma jovem refugiada no estacionamento, sem poder entrar no hospital pelo risco de ser deportada. Embora se tratar da ficção, a realidade dos imigrantes não é diferente, visto que muitos não possuem qualidade de vida decente, não possuindo acesso à saúde, educação e moradia. Conforme dados da ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados), cerca de 30% dos exilados vivem com menos de mil reais por mês.
Além disso, a xenofobia—aversão aos estrangeiros—, é um entrave no que tange a questão do problema. Segundo o filósofo Zygmunt Bauman: “Não são as crises que mudam o mundo, e sim nossa reação a elas.” Nesse sentido, a crise dos refugidos é considerada um empecilho para muitos, torna a adaptação dos imigrantes mais complicada, sendo muitas vezes rejeitados e humilhados por serem de outra etnia.
Portanto, é dever o Governo Federal com o auxílio de Organizações Não Governamentais (ONG’s), garantir os direitos básicos aos refugiados, através de fiscalizações constantes nas áreas onde os mesmos residem, com o fim de melhorar a qualidade de vida, além da promover palestras com profissionais especializados, como psicólogos, em institutos públicos e privados para desconstruir o preconceito que cerca os imigrantes.