As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 09/07/2021

Durante a Primeira Diáspora Judaica, todo o povo semita foi espalhado, não havendo auxílio de outras nações para abriga-los, deixando-os em situação marginalizada. Contudo, atualmente, o acolhimento aos cidadão de nações que possuem conflitos sociais, políticos ou religiosos cresceu exponencialmente, entretanto enfrenta grandes desafios ao realizar a tarefa, principalmente no Brasil. Nesse sentido, o preconceito dos nativos e as barreiras culturais são duas problemáticas no processo de integração dos refugiados no território brasileiro.

Em primeira análise, a problemática do etnocentrismo é recorrente aos indivíduos os quais chegam em um país novo, visto que o sentimento de autopreservação do nativo mistura-se com a falta de informação em relação ao migrante. Assim, muitos associam o refugiado político a um criminoso o qual foi expulso de seu pais natal, fato completamente equivocado, somado a isso, o racismo e o preconceito religioso também são pertinentes em casos de ataques verbais e corporais sofridos pelos estrangeiros. Segundo Rousseau, “O homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe”, diante dessa frase, percebe-se a influência de um ambiente, onde o acesso a informação é precário, no pensamento coletivo no qual diversas famílias, ao invés de começarem novamente suas vidas, são destinadas a uma atmosfera intolerante e discriminativa, precarizando o processo de integração desses indivíduos.

Além disso, a negligência do Estado em relação às limitações do recém-chegado é alarmante, uma vez que a maneira com a qual a recepção é realizada influencia diretamente no futuro dos imigrantes no país. Com isso, a empregabilidade desses indivíduos enfrenta barreiras, como a língua, os costumes e a disponibilidade de vagas de trabalho que se encaixem em suas necessidades: mesmo havendo a Lei da Migração, que são garantidos os direito do migrante, a precariedade de sua condição ainda se mantém na maioria dos casos. Consequentemente, são marginalizados pela sociedade ao não conseguirem empregos e muitas das vezes encontram-se em situações propicias ao desenvolvimento de problemas relacionados à saúde mental e ao consumo de drogas, demonstrando as dificuldades no caminho da socialização no país.

Portanto, a fim de atenuar as problemáticas, medidas têm de ser tomadas. Logo, o Ministério da Cidadania em associação a investidores devem realizar campanhas nas mídias sociais e em instituições de ensino com o objetivo de conscientizar a população da trajetória e dificuldades enfrentadas pelos refugiados através de aulas e palestras gratuitas acerca da geopolítica mundial e seus impactos. Para que, dessa forma, os desafios da integração dos refugiados no Brasil sejam amenizados por meio da educação.