As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 09/07/2021

Sob a perspectiva filosófica de São Tomás de Aquino, todos os indivíduos que fazem parte de uma sociedade democrática possuem a mesma importância, bem como os mesmo direitos e deveres. Entretanto, é perceptível que refugiados não dispõem de tais direitos como humanos, visto que a qualidade em que são recebidos é lastimável. Nesse sentido, no que tange à questão do acolhimento de exilados, percebe-se a configuração de um grave problema, em virtude da dificuldade de regularização migratória e do preconceito dos cidadãos locais.

Dessa forma, em primeira análise, cabe avaliar que as divergências em estabelecer documentos de imigrantes é um desafio presente no problema. Na série americana Grey’s Anatomy, a médica Izzie Stevens atende uma jovem refugiada no estacionamento, sem poder entrar no hospital pelo risco de ser deportada. Embora tratar-se da ficção, a realidade dos imigrantes não é diferente, visto que muitos não possuem qualidade de vida decente, não possuindo acesso à saúde, educação e moradia.

Além disso, a xenofobia, aversão aos estrangeiros, é um entrave no que tange à questão do problema. Segundo o filósofo Zygmunt Bauman: “Não são as crises que mudam o mundo, e sim nossa reação a elas”. Nesse sentido, a crise dos refugiados é considerada um empecilho para muitos, o que torna a adaptação dos imigrantes mais complicada, sendo muitas vezes rejeitados e humilhados por serem de outra etnia.

Portanto, é evidente a necessidade de intervir na problemática. Logo, é dever do Governo Federal, com o auxílio de Organizações Não Governamentais (ONG’s), garantir os direitos básicos aos refugiados através de fiscalizações constantes nas áreas onde os mesmos residem, com o fim de melhorar a qualidade de vida, além de promover campanha com profissionais especializados, como psicólogos, em institutos públicas e privados para desconstruir o preconceito que cerca os imigrantes.