As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 13/07/2021

Desde os primórdios da humanidade, as guerras e outros conflitos sociais foram razões para viagens de povos que precisaram deixar suas terras natais, contudo, o que se observa na realidade contemporânea retoma o que ocorria a muito tempo atrás, sendo que a importância de tal problemática reside na dificuldade de acolhimento dos refugiados, o que corrobora para uma crise humanitária nos continentes. Sendo assim, cabe avaliar os fatores que favorecem tal quadro.

Em primeiro lugar, é imperativo ressaltar os motivos da procura pelos refugiados por abrigo em outras nações, dentre elas cabe citar: guerras civis, fome, desemprego e ditaduras. Portanto, infere-se que a busca por um novo lar não é uma escolha pessoal, mas sim, uma necessidade que separa, por uma linha tênue, a vida e a morte. Exemplo desta problemática é a Guerra Civil na Síria, que perdura por quase uma década e afeta milhões de vidas todos os anos, as quais não possuem outra alternativa a não ser fugir de seu país de origem e transpassar as barreiras de outras nações.

Outrossim, convém destacar as dificuldades enfrentadas pelos países destinos dos refugiados, uma vez que devem relacionar dois problemas de extrema importância: a questão econômica e a xenofobia, esta que possui crescimento considerável nos últimos anos, como é afirmado no site G1. Logo, entende-se que o acolhimento dos refugiados é um tema muito delicado, já que por um lado há famílias que se permanecerem em suas terras natais possivelmente falecerão, por outro há a aversão ao estrangeirismo sustentado pelo argumento de que a aceitação dessas famílias comprometeria a população local e sua dinâmica econômica.

Posto isso, é preciso que o Estado tome providências com o objetivo de abrigar esses refugiados e, por conseguinte, amenizar tal problemática. Portanto, urge que o Ministério da Cidadania, órgão que aborda questões públicas, junto ao Ministério da Economia realize ajustes na política fiscal, os quais possibilitarão o acúmulo de capital que será destinado à criação de campos de refugiados, a fim de acolher essas famílias até que os problemas nos países de origem sejam resolvidos. Somente assim, será possível interromper esse ciclo que provém desde a antiguidade.