As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 21/07/2021
No filme “O menino que descobriu o vento”, que é inspirado em uma história real, muitos dos habitantes de uma pequena vila na África migram a um novo país em busca de melhores condições de vida. Esse panorama nefasto se faz presente não só na ficção, mas também em quase todos os países subdesenvolvidos do mundo. No entanto, com a imensa quantidade de casos hodiernamente, as dificuldades no acolhimento desses refugiados aumentam a cada dia. Essas dificuldades se dão tanto no âmbito discriminatório, quanto no âmbito empregatício.
Em primeira análise, vale destacar que um dos maiores empecilhos no acolhimento desses novos indivíduos é o preconceito-xenofobia. Sob essa ótica, uma frase do renomado físico alemão Albert Einstein retrata esse obstáculo, a qual expõe que “é mais fácil desintegrar um átomo do que romper um preconceito”. Dessa forma, verifica-se que a xenofobia com os refugiados é muito difícil de ser rompida, entretanto, com o apoio dos governos dos países centrais, essa realidade pode assumir uma proporção muito menor do que nos dias atuais.
Ademais, é relevante abordar que a dificuldade de arrumar um bom emprego também é um dos obstáculos no efetivo acolhimento dos refugiados. Esse problema faz com que muitos deles se aglomerem em regiões periféricas, como subúrbios e favelas, e, em casos extremos, até mesmo nas ruas. Nesse sentido, uma pesquisa feita pela ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados) comprova tal argumento, visto que expressa que 20% dos estrangeiros refugiados no Brasil não conseguem um emprego. Dessa maneira, vê-se que o desemprego de refugiados é uma realidade brasileira e que deve, portanto, ser amenizada pelas autoridades brasilianas.
Destarte, observa-se que as dificuldades do acolhimento de refugiados se dão tanto no âmbito discriminatório, quanto no âmbito empregatício. Logo, urge que o Ministério da Educação, órgão responsável por garantir e qualificar a educação em todo o território nacional, estabeleça campanhas conscientizadoras, por meio das redes sociais e com o apoio de grandes influenciadores desse meio, como artistas e “influencers” digitais, a fim de mitigar o preconceito e o desemprego dos refugiados. Assim, as pessoas que estão sofrendo em seus países de origem, como exposto no filme “O menino que descobriu o vento”, terão uma vida digna nesse novo país.