As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 27/08/2021

Um movimento que surgiu durante o século XVIII, na Europa, marcado pelos ideais liberais e progressistas, o Iluminismo propaga a ideia de que uma sociedade só progride quando os indivíduos mobilizam entre si. No entanto, hodiernamente, nota-se esse ideário somente na teoria e não desejavelmente na prática, uma vez que há desafios para o acolhimento de refugiados. Então, torna-se fundamental para o debate sobre a xenofobia e o aumento da concorrência no mercado de trabalho.

Sob esse prisma, é evidente que os refugiados não são recebidos cordialmente em todos os lugares do mundo. Nesse sentido, infere-se que muitas pessoas não aceitam o fato de ter que conviver com estrangeiros em seu meio, encarando-os como uma “sujeira” que contamina a sociedade, precisando ser limpa. Desse modo, surgem as práticas xenofóbicas que excluem e discriminam esses migrantes, que fugiram de seus países de origem para encontrar uma vida de paz e felicidade, mas que, em muitas vezes, acabam por se tornarem alvos de perseguição no que deveria ser seu " porto seguro “. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a mudança é desejável em todas as coisas. Assim, faz-se pertinente a reformulação dessa conjuntura.

Em consonância, outro fator propulsor da problemática é a competição no mercado de trabalho, posto que muitos refugiados possuem qualificação profissional, se tornando, assim, concorrentes a vagas empregatícias. No contexto da Revolução Gloriosa de 1689, Isaac Newton, físico e criador das três leis da dinâmica, define, na terceira lei, que cada ação gera uma reação. Sob essa ótica, denota-se que o fato de não haver serviços sufientes para toda a população local, de determinado país, faz com que a chegada desses migrantes se torne uma “ameaça” à situação financeira da nação. De acordo com o dramaturgo irlandês Oscar Wilde, o primeiro passo para o progresso de um homem ou de uma nação advém da insatisfação. Destarte, medidas holísticas são necessárias.

Dessa forma, é perceptível que as dificuldades ao acolhimento de refugiados ainda são problemas a serem resolvidos. Logo, é mister que as escolas e universidades promovam palestras e campanhas, com extensão a redes sociais, como Instagram, por exemplo, com temas voltados para “Empatia com os refugiados”, com o fito de formar pessoas empáticas e não xenofóbicas. Ademais, urge que o Ministério da Cidadania - órgão responsável por formulário e coordenar programas e ações para a garantia de direitos à sociedade -, em conjunto com o Ministério do Trabalho e Previdência e parcerias público-privadas, crie um programa que destine um quantitativo de vagas empregatícias a esses migrantes, além de incentivar a sua inclusão social e dar o primeiro passo rumo ao progresso descrito por Oscar Wilde.