As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 23/07/2021
De acordo o artigo 3° da Declaração Universal dos Direitos Humanos das Nações Unidas, todo cidadão tem direito a uma vida com liberdade e segurança. Porém, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando o assunto é as dificuldades de acolhimento de refugiados, dificultando, então, a universalização desse direito social tão importante. Diante disso, destaca-se dois aspectos importantes: a discriminação e o descaso de países desenvolvidos sobre o assunto.
Em um primeiro plano, pode-se analisar a discriminação como principal fator da falta de acolhimento com esses migrantes. De acordo com filósofo Voltaire, o preconceito é a opinião sem conhecimento. Nesse sentido, pode-se avaliar as dimensões dos problemas que muitos refugiados enfrentam para se adaptar em um novo território, como intolerância religiosa, preconceito e xenofobia. Dado o exposto, é nítido a violação dos direitos humanos, já que todos os países possuem a obrigação de tratar com o mínimo de dignidade pessoas que chegam em suas terras, além de oferecer abrigo decente.
Ademais, o descaso dos países desenvolvidos afeta diretamente a problématica. No ano de 2020, organizações humanitárias pediram respostas da União Europeia sobre a crescente demanda de migrantes vindo de países em conflito para a Grécia e Turquia, superlotando seus asilos e campos de refugiado. Perante a isso, é indiscutível que países subdesenvolvidos ou emergentes como a Turquia e Grécia não possuem recursos suficientes para atender uma grande demanda de pessoas de uma só vez, ao contrário de países desenvolvidos. Porém, os termos para a entrada em países de primeiro mundo são muito mais rigorosos, e os mesmos alegam ser um precaução para possíveis ataques terroristas, fazendo com que menos pessoas sejam aceitas nos países e acabem superlotando países com a entrada menos burocrática. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a se perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescidível que a ONU em parceria com os países desenvolvidos, por intermédio de programas e asilos dignos, promova a segurança dos refugiados, além de saúde, alimentação e educação para as crianças a fim de sanar essa realidade tão triste dessas pessoas nos dias atuais. Assim, se consolidará uma sociedade mais plena tal como é dito na Declaração Universal dos Direitos Humanos das Nações Unidas.