As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 28/07/2021
A Primavera Árabe, que ocorreu em 2011 em prol de governos democráticos, no Oriente Médio, impulsionou conflitos e guerras civis que duram após dez anos. No entanto, o resultado torna-se insustentável quando refugiados da guerra tentam, em desespero, encontrar novos lares em países europeus, estes, por outro lado, oferecem apenas intolerância. A pandemia de Covid-19, por sua vez, agrava e intensifica as consequências.
Nesse sentido, lembra-se do fechamento de fronteiras ao longo do mundo na tentativa de frear a disseminação do vírus, porém dificultou também a circulação, já desafiadora, dos expatriados. Isto é, se antes da crise sanitária mundial as retrições de registro e acolhimento era excruciante, após a chegado do coronavírus, tornou-se quase impossível. Prova disso são os dados da Organização da Nações Unidas (ONU) que mostram que alguns países ainda mantém barreiras de acesso mesmo depois de mais de um ano da disseminação do vírus, além da vacinação iniciado ainda em 2020. Logo, ver-se o desinteresse e o abandono da causa condenando o destino de milhares de desabrigados.
Em seguinte perspectiva, tem-se a intolerância contra povos estrangeiros em detrimento do conceito de pureza racial, no velho continente. Afinal, um dos motivos da concepção da segunda grande guerra foi a intolerância. Ou seja, infelizmente fantasmas do passado permanecem assombrando a realidade, mesmo no século XXI.
Portanto, faz-se necessário que a ONU juntamente com a União Europeia tracem planos e metas de acolhimento e registro para os refugiados, de forma que não sobrecarregue países específicos e nem permita o abandono por anos desses exilados em campos de desabrigados. Somado a isso, é preciso que a ONU junto aos representantes de países do globo elaborem meios de desconstrução ideológica de pensamentos xenofóbicos contra sociedade culturalmente distintas. Assim, será possível facilitar e organizar de forma justa o acolhimento dos refugiados da guerra que já sofrem, antes de tudo, com o exílio.