As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 11/08/2021
Devido à intensificação do processo de globalização, intensificou-se também o fluxo de refugiados ao redor do globo. Com o propósito de fugir de guerras, perseguições religiosas e políticas, a população de regiões mais carentes é forçada a mudar, enfrentando uma série de dificuldades de caráter social e econômico, que impossibilitam seu desenvolvimento pleno no novo país.
Em primeira análise, evidencia-se nos países que recebem muitos refugiados a prática de xenofobia, onde os nativos acreditam que os imigrantes são os responsáveis pelo desemprego, criminalidade e qualquer outro problema social local. Dessa forma, percebe-se que práticas xenofóbicas são adotadas também por empresas, que evitam contratar estrangeiros, o que acentua a situação de vulnerabilidade. Assim, torna-se essencial a mudança de comportamento da coletividade.
Ademais, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), que tem por função assegurar e proteger os direitos das pessoas na condição de refugiados em todo o mundo, constatou em 2018 mais de 80 mil solicitações para reconhecimento de emigrantes no Brasil. Imediatamente, verifica-se que a grande presença de imigrantes afeta diretamente o desenvolvimento urbano e econômico, visto que estes se instalam na periferia em moradias precárias e não possuem empregos formais que estimulam a economia nacional. Portanto, é dever dos governos acolher essas pessoas e fornecer emprego e moradia de qualidade.
Sob essa perspectiva, cabe ao Ministério da Cidadania providenciar políticas de auxílio aos expatriados que buscam refúgio no Brasil. Com o fito de fornecer assistência de moradia e emprego, essa ação deve ser realizada por meio de um subsídio governamental que tem como utilidade ajudar os refugiados a se estabelecerem de forma segura, para que assim estejam aptos a procurar um trabalho legal.