As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 12/08/2021

Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com problema do outro. Entretanto, essa não é a realidade do mundo odierno no que tange os refugiados, os quais enfrentam entraves ao serem acolhidos por outros países. Nesse prisma, dois aspectos importantes se destacam: o grande volume dos grupos de refugiados e as complicações para que tenham uma boa qualidade de vida nos países que os recebem.

Primeiramente, é indubitável que a quantidade de indivíduos que emigram de seus países representa parcela significativa da população mundial. Segundo o Mapa de Refugiados pelo Mundo, existem pelo menos sete grandes grupos espalhados pelos continentes que fogem de suas casas por motivos de conflitos ideológicos, religiosos ou territoriais buscando segurança em países próximos. Ademais, de acordo com dados da ONU (Organização das Nações Unidas), existem um bilhão de pessoas que habitam as regiões periféricas e marginalizadas das cidades, onde grande parte são compostas por refugiados. Isto posto, fica evidente o problema de superlotação enfrentado pelos países acolhedores o que dificulta o recebimento e o apoio para esses emigrantes.

Outrossim, é notória a dificuldade dessas pessoas em terem uma vida digna, uma vez que, por não conseguirem se inserir na sociedade, ficam marginalizadas e excluidas. Consonte a isso, o filósofo Platão argumenta que a qualidade de vida tem tamanha importância de modo que ultrapassa a da própria existência. Desse modo, fazem-se necessárias políticas que busquem amenizar as dificuldades no acolhimento desses indivíduos, de forma que sejam inseridos na sociedade e a realidade apresentada por Platão torne-se algo possível.

Em vista dos fatos supracitados, evidencia-se que os refugiados enfrentam problemas ao serem recebidos em outras regiões. Sendo assim, para uma melhor distribuição e organização dos refugiados, os países interessados no acolhimento dessas pessoas, devem realizar parcerias com países vizinhos, por meio de incentivos fiscais e comerciais, em troca do compartilhamento mútuo de seus territórios destinando parte para abrigar os imigrantes. Dessa forma, maior será a capacidade de recebimento e de realizar ocupações mais controladas e melhor distribuidas, sendo possível administrar coerentemente a situação e dar o apoio adequado aos refugiados. Somente assim, eles poderão desfrutar da qualidade de vida citada por Platão e, mobilizando-se com o problema do outro, progridiremos como sociedade.