As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 17/08/2021

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948, garante aos membros da sociedade direitos como a seguridade social e à vida. No entanto, constatam-se as dificuldades do acolhimento de refugiados, diante da crise humanitária que assola diversos países. Assim, é lícito afirmar que os Estados negligentes e a desestruturação das cidades contribuem para a perpetuação desse cenário negativo.

Em primeira análise, nota-se que a negligência dos governos diante do cumprimento da Declaração Universal está diretamente relacionada à falta de acolhimento. Nessa perspectiva, de acordo com dados divulgados pela Organização das Nações Unidas, mais de 60 milhões de pessoas precisam refugiar-se anualmente, devido a conflitos políticos ou desastres naturais. Sob essa ótica, uma vez que muitos países se negam a aceitar os refugiados pacificamente, muitos indivíduos invadem as áreas estrangeiras a fim de fugir dos riscos, mas são reprimidos violentamente pelo Estado infrator. Dessa maneira, sem o amparo por direito, os refugiados são deixados à deriva.

Além disso, percebe-se o despreparo estrutural de algumas nações perante a necessidade de acolher os refugiados. Nesse sentido, segundo matéria divulgada pela revista Veja, diversos imigrantes forçados vivem mais de 10 anos em alojamentos superlotados preparados para curtos períodos. Por conseguinte, dado que as acomodações disponibilizadas temporariamente tornam-se abrigos perpétuos, a situação passa a ser ainda mais precária. Desse modo, faz-se necessária a intervenção oficial.

Portanto, diante dos fatos supracitados, cabe ao Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, juntamente às lideranças nacionais, promover a assistência eficaz aos refugiados, por meio da arrecadação de fundos de todos os países participantes, em que a falta de contribuição seja penalizada e paga com ações comunitárias aos refugiados, com o intuito de estruturar os países, seja em casos de emergência ou para a manutenção dos refugiados no país, fomentando a qualidade de vida. Dessa forma, as dificuldades do acolhimento de refugiados serão diminuídas.