As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 20/08/2021
No filme “Para Sama”, a jornalista síria Waad al-Kateab registra em primeira pessoa a intimidade de sua família em meio ao conflito em Alepo, na Síria. Neste filme, o público acompanha os desafios encontrados por uma mãe que precisa abandonar forçadamente seu local de origem e enfrentar todas as dificuldades em ser uma refugiada. Em consonância com a realidade da jornalista, está a de muitas pessoas no mundo, pois a questão dos refugiados ainda enfrenta muitos desafios. Isso ocorre, seja pela xenofobia ou pela falta de oportunidades no país de refugio. Dessa maneira, é imperioso que essa chaga social seja resolvida.
Primariamente, a principal dificuldade que indivíduos refugiados sofrem é a xenofobia, ou seja, aversão e antipatia por ele e sua origem, com episódios de violência. Nesse sentido, em janeiro de 2018, através do relatório da Secretaria Especial de Direitos Humanos, constatou-se que houve um crescimento em 633% das denúncias de xenofobia no Brasil. Dessa forma, o ódio gratuito geralmente é associado a defesa do país e dos privilégios que dele usufruem alegando que se tornarão menores com a presença de tais indivíduos. Entretanto, revela uma contradição pois a violência destrói o que ela pretende defender: a dignidade da vida, a liberdade do ser humano.
Consequentemente, refugiados vivem em situação de vulnerabilidade social pela falta de oportunidades para melhoria da qualidade de vida. A partir disso, muitos refugiados submetem-se a condições precárias de trabalho, conforme a ONG Walk Free estimou que, em 2016, cerca de 161 mil trabalhavam em condições análogas à escravidão. Isso ocorre, pois existem pessoas e empresas que se aproveitam da dificuldade desses estrangeiros têm de arranjar emprego e do fato que muitas pessoas não conhecem muito sobre a lei trabalhista nacional. Sob essa ótica, pode-se afirmar a condição de vulnerabilidade associada à muitos refugiados ao redor do mundo pela falta de políticas de acolhimento.
Portanto, visto as dificuldade de acolhimento de refugiados, é mister uma atuação governamental para combatê-los. Diante disso, o Ministério da Cidadania, responsável pelas políticas de desenvolvimento social, deve atuar fortemente no cumprimento da Lei que criminaliza os atos de ódio contra raça, origem, etnia por meio de aprimoramento no suporte às vítimas e com o auxílio do Ministério da Educação atuar nas bases do ensino conceitos ampliado de humanidade por meio de reflexões sobre histórias da vida real de refugiados. Além disso, deve-se criar programas para reinserção destes no mercado de trabalho. Mediante a essas ações concretas, a realidade do filme Para Sama tão somente figurará nas telas dos cinemas.